Estudo será feito em parceria com a SATC para identificação de áreas passíveis de regularização, definição de medidas de recuperação ambiental e construção de uma base técnica sólida para orientar o crescimento ordenado da cidade
Divulgação/Folha Regional O município de Braço do Norte será foco de um estudo socioambiental em parceria com a faculdade de Criciúma SATC, para o avanço da Regularização Fundiária Urbana (REURB). O trabalho técnico irá mapear as ocupações existentes, identificar núcleos urbanos consolidados, delimitar áreas de preservação permanente (APPs) e estabelecer diretrizes para o uso e ocupação do solo.
O estudo também permitirá a identificação de áreas passíveis de regularização, a definição de medidas de recuperação ambiental e a construção de uma base técnica sólida para orientar o crescimento ordenado da cidade.
Para o prefeito Laurinho Boeing, a iniciativa representa um marco para o município. “Esse estudo é essencial para que a gente consiga organizar a cidade com responsabilidade, respeitando o meio ambiente e garantindo segurança para as famílias. É um passo importante para destravar a regularização fundiária e planejar o futuro de Braço do Norte”, comenta. A assinatura para o início dos trabalhos aconteceu nesta segunda-feira, dia 6, no gabinete do prefeito.
Aquecimento do mercado imobiliário
A coordenadora do Núcleo Imobiliário da Associação Empresarial do Vale de Braço do Norte (Acivale), Leidi Bauer, diz que esse estudo será um marco importante para o desenvolvimento da cidade e aquecimento do setor imobiliário, já que viabilizará um diagnóstico completo das áreas disponíveis para urbanização.
“Sabemos que o REURB e áreas de APPs geram muitas dúvidas na população, o que impacta todo o mercado imobiliário, pois muitas negociações travam por falta de clareza sobre essas áreas”, explica. Ela cita como exemplo as áreas localizadas às margens do Rio Braço do Norte, onde há infraestrutura imobiliária, porém, ainda travadas por serem classificadas como APPs. “Acreditamos que o grande desafio vai ser equilibrar a proteção ambiental com a realidade urbana já consolidada. Esse estudo vem justamente para trazer critérios mais claros, segurança jurídica e viabilidade, sem abrir mão da preservação.”