Duas semanas após o governador Jorginho Mello (PL) anunciar o casamento com Adriano Silva (Novo), e definir Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) como candidatos ao Senado, formando assim uma “chapa pura de direita” para a disputa majoritária e deixando MDB e a federação União Progressita como meros coadjuvantes numa eventual coligação, MDB e progressistas continuam no Governo Jorginho, e ao que tudo indica irão até o fim. Cleiton Fossá (MDB), Jerry Comper (MDB) e Silvio Dreveck (Progressitas), secretários do Meio Ambiente, Infraestrutura e Indústria e Comércio, respectivamente, não cogitam o desembarque.
MDB contra MDB
Na passagem por SC na última semana, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), endereçou críticas diretas ao governador Jorginho Mello (PL) por falta de obras em SC. No contragolpe do governador, que chamou Renan Filho de “velhaco novo”, coube aos deputados estaduais Jerry Comper e Emerson Stein, ambos do MDB, mesmo partido do ministro, a defesa pública do governador, bem na semana em que o MDB foi escanteado da majoritária de Jorginho. Ulysses Guimarães e Luiz Henrique da Silveira devem estar se revirando no outro plano.
A opção pelo pragmatismo político
Ao se isolar do governo federal desde o primeiro dia de seu mandato, Jorginho Mello (PL) fez a opção de não correr o mesmo risco do ex-governador Carlos Moisés, que, ao defender pautas contrárias ao bolsonarismo, acabou pagando um preço amargo nas urnas em 2022. Assim Jorginho optou até agora por não aparecer em nenhum evento oficial e em nenhuma foto ao lado de ministros de Estado e dos próprios Alckmin e Lula quando estes vieram a SC. Quem deixa de ganhar pelo pragmatismo político é o Estado de Santa Catarina, que completa este ano oito anos de isolamento dos fartos recursos de Brasília: quatro de Moisés, que foi afastado por Bolsonaro, e quatro de Jorginho, que não quer nova foto ao lado de Lula.
Amurel fora de Brasília
Dificilmente a região da Amurel irá emplacar um nome com condição de conquistar uma das dezesseis cadeiras na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Enquanto a Amrec emplacou cinco deputados federais em 2022, mais uma vez vamos ficar à deriva e na dependência de deputados de outras regiões. Faz falta para a região uma representação política na capital federal com o DNA da região. Ademar Ghisi, Edinho Bez e Leodegar Tiscoski foram alguns dos nomes que representaram a Amurel em Brasília.
Soratto aposta no Rio Tubarão
Com o início da regularização da coleta de lixo em Tubarão, que queimou muita gordura política do governo Soratto/Denis, e um primeiro ano marcado por conhecer a máquina pública municipal, o governo agora aposta em um novo momento. Novo deck da beira-rio, com iluminação e rampa náutica, e a nova ponte sobre o Rio Tubarão, a ser construída na região da antiga rodoviária, prometem um novo tempo no governo Soratto.
Grave ameaça à Lagoa do Arroio Corrente, em Jaguaruna
Privada da construção de empreendimentos urbanísticos às suas margens devido a uma restrição pela legislação municipal, mais uma vez a região tem a aprovação para a construção de uma granja de suínos de grande porte nas proximidades da lagoa e do Balneário Arroio Corrente. Nas mãos do prefeito Laerte agora o posicionamento forte para impedir a concretização do projeto ou afrouxar a mão e por em risco o maior patrimônio de Jaguaruna.

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