Todo início de ano traz a mesma sensação: agendas cheias, metas renovadas e a expectativa de que, desta vez, as coisas vão fluir melhor. O problema é que muitas empresas entram em janeiro repetindo exatamente o mesmo modelo de gestão do ano anterior. E, nesse cenário, 2026 não começa em janeiro. Ele começa — ou deveria começar — no planejamento feito antes.
O ambiente empresarial ficou mais complexo, mais caro e menos tolerante ao improviso. Custos sobem, margens apertam e decisões mal calculadas cobram seu preço rapidamente. Quem inicia o ano apenas reagindo ao que aparece, passa os meses seguintes apagando incêndios, enquanto concorrentes mais organizados avançam com previsibilidade e controle.
Esse desafio se intensifica com a reforma tributária, que já inicia sua implementação gradual em 2026 e começa, desde agora, a impactar o dia a dia do empresário. Mesmo que a transição seja longa, as decisões tomadas neste momento — estrutura societária, regime tributário, formação de preços e organização financeira — já precisam considerar o novo cenário. Ignorar esse movimento é correr o risco de fazer escolhas hoje que se tornarão custosas amanhã.
Planejar 2026 não é apenas definir metas de faturamento. É revisar processos, entender a real rentabilidade do negócio, simular impactos tributários, organizar fluxo de caixa e alinhar estratégia com a nova realidade econômica. Empresas que tratam o planejamento como prioridade ganham clareza para decidir; as que deixam para depois acabam sendo surpreendidas.
No fim das contas, o mercado não penaliza quem erra tentando crescer, mas pune quem insiste em operar sem direção. Em um ano que já começa com mudanças estruturais, planejamento deixou de ser diferencial. Passou a ser condição básica para continuar competitivo.

Empreendedorismo e negócios
Empreendedor de sucesso, o colunista compartilha sua experiência e conhecimento para facilitar a vida de quem atua no mundo dos negócios