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COLUNISTAS

2026 não é um ano difícil; é um ano revelador

10/02/2026 22h18 | Atualizada em 10/02/2026 22h18 | Por: Maurício Dobiez

É comum ouvir, nas conversas entre empresários, que 2026 começou mais pesado. Custos mais visíveis, margens mais apertadas, fluxo de caixa pressionado e decisões que já não podem mais ser tomadas no improviso. A reforma tributária começou a sair do discurso e entrou na rotina das empresas. O problema não é o cenário. O problema é como muitas empresas entraram nele.

O que antes dava para compensar com volume, hoje exige eficiência. O que antes se resolvia no feeling, agora pede número. O que antes ficava escondido na operação, agora aparece no caixa. E isso está expondo fragilidades que sempre existiram, mas eram maquiadas por crescimento, inflação ou movimento de mercado.

Vejo empresas com faturamento, mercado e bons produtos sofrendo não por falta de cliente, mas por falta de estrutura. Falta planejamento tributário claro, falta controle financeiro confiável, faltam processos definidos e, principalmente, falta estratégia. A reforma tributária não veio para quebrar empresas. Ela veio para separar quem gere de quem improvisa.

É exatamente aqui que entra o planejamento estratégico — não como algo sofisticado ou distante, mas como ferramenta básica de sobrevivência. Planejar agora significa entender impacto tributário, revisar preços, organizar custos, projetar cenários, fortalecer o caixa e alinhar toda a empresa para decisões mais conscientes. Significa parar de reagir e começar a conduzir.

Quem ignora isso vai sentir aos poucos: mais retrabalho, mais desgaste, mais pressão e menos margem. Não é uma quebra repentina. É um cansaço contínuo de quem trabalha muito e avança pouco. É o empresário que vive ocupado, mas não cresce. Que vende, mas não prospera. Que fatura, mas não acumula.

2026 não separa empresas grandes de pequenas. Separa empresas organizadas das improvisadas. E quanto mais o ambiente fica técnico, regulado e competitivo, menos espaço sobra para gestão intuitiva.

Aqui vai a parte mais dura: esperar o cenário “ficar melhor” não é estratégia. É aposta. O empresário que atravessar esse ano sem revisar sua estrutura, sem investir em gestão, sem entender seus números e sem um plano claro para os próximos passos não estará sendo conservador — estará sendo negligente com o próprio negócio.

Porque, enquanto alguns estão paralisados pela incerteza, outros já estão ajustando preços, revendo modelos tributários, fortalecendo equipes e construindo vantagem competitiva. O mercado não vai esperar você se sentir confortável. A pergunta que 2026 impõe não é se o ambiente está difícil. A pergunta é se a sua empresa está profissional o suficiente para sobreviver a ele.

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