Márcia Roberg Cargnin discursou na Câmara, nesta segunda-feira, durante a primeira sessão ordinária do ano, e comentou sobre o afastamento do prefeito
Prefeita interina de Capivari de Baixo desde a prisão do prefeito dr. Vicente Corrêa Costa durante a 2ª fase da Operação Mensageiro, Márcia Roberg Cargnin participou ontem, dia 6, da primeira sessão ordinária do ano na Câmara de Vereadores. A atual chefe do Executivo falou sobre a situação do município em seu discurso.
“Não é o momento de orgulho. É um momento de muita responsabilidade. Estamos vivendo um momento de turbulência, uma situação de investigação, que cabe aos órgãos competentes buscarem todas as informações. Cabe ao prefeito o direito de defesa”, comentou a prefeita interina.

Márcia disse também que o período é de trabalho a favor do município. “Hoje cabe a nós trabalhar, e não ficar falando do que aconteceu”, afirmou. Reconheceu que o Executivo precisa estar atento às demandas da população e destacou que vai buscar uma relação saudável com a Câmara. “Nenhum prefeito faz nada sozinho. Ele precisa ter uma boa equipe e tem que saber ouvir. Tive uma conversa com os vereadores. Eles vão me dar oportunidade de mostrar trabalho. E eles vão me cobrar”, disse.
Em seu discurso no plenário, a prefeita interina adiantou que sua equipe já está revisando contratos e quadro de servidores para se inteirar da situação do município. “Estamos todos tendo muito cuidado, revisando contratos, todo o quadro funcional, todas as assessorias, tudo. Eu tenho que ter conhecimento de tudo”, afirmou.
Operação Mensageiro
Desde o ano passado, com a Operação Mensageiro, que prendeu também o então secretário de Gestão e da Fazenda, Glauco Gazola Zanella, a prefeitura é um dos alvos da investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina.
A investigação está em curso há pouco mais de um ano e apura suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.
“A população não pode sofrer o que estamos vivendo. Tenho que honrar meu CPF. A gente está com bastante vontade de acertar. A gente não tem permissão para errar”, garantiu.