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COTIDIANO

“Matava uns 15, 20”: Professor de SC acusado de apoiar ataque a creche é investigado pela polícia

A secretaria de Educação do Estado apura a denúncia feita por pais e alunos de uma escola em Joinville

08/04/2023 08h57 | Por: Redação Folha Regional

A Secretaria de Estado de Educação de Santa Catarina informou, nesta sexta-feira, dia 7, que apura uma denúncia feita por pais e alunos de uma escola estadual em Joinville contra um professor que teria apoiado o ataque à creche Cantinho Bom Pastor, que resultou na morte de quatro crianças, na quarta-feira, dia 5.

A Polícia Civil de Joinville informou que instaurou um inquérito policial para investigar o caso. O docente e a direção escolar serão intimados para depor na segunda-feira, dia 10.

O professor trabalha na escola estadual Georg Keller, de Joinville, e usou uma aula do primeiro ano do ensino médio para comentar a tragédia que atingiu Blumenau. De acordo com um vídeo gravado por estudantes e obtido pela NSC Total, o docente diz que “mataria uns 15,20, entrar com dois facões, um em cada mão e pá, passar correndo e acertando”.

Pais e alunos foram à direção da escola pedir o afastamento ou a expulsão do professor. Eles foram informados que a escola está “tratando disso junto ao órgão competente”. Em nota, a Secretaria de Educação de Santa Catarina informou estar “ciente da situação envolvendo um professor na EEB Dr. Georg Keller e está tomando todas as medidas cabíveis”.

A pasta diz que a apuração está na etapa de verificação dos fatos junto a direção da escola “para dar andamento ao processo”. “A SED salienta que, visando o fortalecimento socioemocional, o currículo catarinense trabalha com competências e habilidades que ampliam o respeito e a empatia na sociedade. As coordenadorias regionais também contam com profissionais como psicólogos e assistentes sociais, que compõem o Núcleo de Prevenção às Violências Escolares (NEPRE), para dar suporte às escolas e estudantes”, acrescenta a nota.

A reportagem do jornal O Município Joinville conversou com a mãe de um aluno que estuda na escola estadual. Ela conta que o filho a avisou assim que recebeu o vídeo.

Segundo a mãe, o professor tem “fama” na escola por racismo, homofobia e intolerância religiosa. Ela ainda diz que ele se intitularia como “diabo da escola”.
Questionada se a escola teria passado algum comunicado, a mãe compartilhou algumas mensagens enviadas. “Já o identificamos. Entendemos sua indignação e estamos solidários. Esse tipo de comportamento deve ser combatido. Estamos tratando disso junto ao órgão competente”, diz uma delas.

 

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