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COTIDIANO

Após 2 anos, comunidade de Santa Apolônia retoma festa em Sangão

Neste ano os moradores comemoraram os 70 anos da construção da primeira capela com a imagem da santa que dá nome à localidade

28/09/2022 14h50

A tradicional festa em honra à Santa Apolônia e Sagrado Coração de Jesus foi retomada na última semana após dois anos suspensa por conta da pandemia de Covid-19. 

O evento reuniu moradores e fiéis da comunidade de Santa Apolônia, em Sangão, que comemoraram a retomada da festa e os 70 anos da construção da primeira capela onde foi colocada a imagem que dá nome à localidade em 1952.

Como de costume foi feita a procissão motorizada com a imagem dos santos organizada pelos festeiros e pela equipe do Conselho Pastoral Comunitário (CPC). Durante a missa, após a leitura da breve história da construção da capela de Santa Apolônia, foi feita uma homenagem aos descendentes dos colaboradores da construção: Adílio D’Agostin, neto de Ricardo D’Agostin, Antonino Silvestre, filho de David Silvestre, e Donato Formentin, neto de Martinho Formentin, que receberam uma imagem de Santa Apolônia.

“A comunidade quis demonstrar sua eterna gratidão a todo o esforço dessas pessoas em transformar o que antes era apenas um pedaço de chão em uma comunidade unida na fé, num tempo em que tudo era mais difícil, tiveram o incentivo de dona Fiorência para a iniciativa da construção, sendo este um exemplo clássico do quanto a união faz a força. As novas gerações precisam conhecer a história da comunidade para aprender a valorizar suas origens”, comenta a professora Alcinoê Maria D’agostin, que pesquisou a história.


Primeira capela construída

Conforme pesquisa realizada pela professora Alcinoê Maria D’Agostin, com auxílio dos moradores Neusa Américo Silvestre e Antonino Silvestre, a história da localidade de Santa Apolônia iniciou quando uma senhora que morava em Morro da Fumaça, chamada Fiorência Frasson, sofria de fortes dores nos dentes. Sendo ela uma mulher de fé e conhecendo a história de Santa Apolônia, que é tida como padroeira dos dentistas, na ânsia de livrar-se das dores, fez uma promessa.

Ao perceber que sua graça fora alcançada quis doar uma imagem da santa para que fosse colocada em uma capela para servir de ponto de adoração. Procurou por pessoas em sua cidade e teve seu pedido ignorado. Dirigiu-se então à pequena vila vizinha encontrando lá o senhor David Silvestre. Ela contou sobre seu objetivo e deixou com ele a imagem de Santa Apolônia. 

Ele ao perceber que não poderia tomar sozinho esta decisão, contou aos amigos Ricardo D’Agostin e Martinho Formentin as intenções de dona Fiorência, e ambos de imediato se prontificaram a ajudá-lo. Da breve reunião surgiu o melhor local para abrigar a capelinha, assim como a divisão das tarefas: o senhor Ricardo Dagostin ofereceu o terreno, David Silvestre deu o material e Martinho Formentin ajudou nas despesas que tiveram na construção. Dali em diante iniciou-se ali aos domingos a reza do terço.

Com o crescimento da comunidade surgiu a ideia de construir uma igreja maior cujo terreno foi doado pelo senhor Albino D’Agostin, e assim foi construída em 1962 a atual igreja que é uma das mais antigas cidade.


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