Segundo informações da Gerência de Tecnologia da PCSC, em nenhuma das ameaças de atentados que foram investigadas pela DEIC e pelas demais unidades da Polícia Civil neste ano foi constatado qualquer relação com jogos
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Divisão de Investigação Criminal de Blumenau, não encontrou qualquer indício de que a ação criminosa na creche teve relação com algum jogo, informação que está circulando em algumas “fake news” sobre o caso.
Durante a quinta-feira, dia 6, após receber o laudo da Polícia Científica, o celular do autor do crime foi analisado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DRCI/DEIC).
Segundo informações da Gerência de Tecnologia da PCSC, em nenhuma das ameaças de atentados que foram investigadas pela DEIC e pelas demais unidades da Polícia Civil neste ano foi constatado qualquer relação com jogos.
A análise preliminar do aparelho celular do autor do ataque a creche de Blumenau não indica, na avaliação da Polícia Civil, motivação ideológica ou participação em grupos extremistas. A primeira impressão dos delegados se sustenta também nas falas do homem de 25 anos, tanto em conversas informais com policiais quanto nos interrogatórios.
Os dados do celular do autor dos crimes já foram extraídos pela polícia científica, em Joinville. Os mais de 40GB de conteúdo foram repassados ao setor especializado em crimes cibernéticos, para análise minuciosa.Com a varredura deste conteúdo, a Polícia Civil pretende esclarecer se ele agiu sozinho, se integrava algum grupo de ódio e quais as motivações do ato.
A Polícia Civil também analisa imagens de câmeras de vigilância para tentar elucidar, em especial, os momentos anteriores ao crime.
Na quarta-feira, por volta das 9h, o autor do crime ingressou armado na creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, e atacou uma série de crianças. Quatro morreram no local.
Na manhã desta quinta-feira, as vítimas foram sepultadas. Outras cinco, que ficaram feridas, já tiveram alta.