Equipes que participam do monitoramento do animal avaliam usar uma draga no rio para auxiliar no resgate
Após cerca de uma semana, ainda permanece no Rio Tubarão o boto pescador apelidado como Caroba. Conhecido dos pescadores dos Molhes da Barra, em Laguna, ele tem 57 anos e é considerado o boto mais antigo do município. Porém, nos últimos dias está desafiando pescadores, pesquisadores e Polícia Ambiental ao se esquivar das tentativas de devolvê-lo à Lagoa Santo Antônio.
Nesta quarta-feira, dia 5, não houve nova tentativa de resgatá-lo, porque os voluntários estão agora envolvidos nos trabalhos para desencalhar outro animal, uma baleia-jubarte que apareceu nesta manhã na praia do Balneário Esplanada, em Jaguaruna. Mas segue o monitoramento da situação do boto pescador, na altura do Km 60, em Tubarão.
Está também sendo feita a medição da profundidade do Rio Tubarão, conhecida como batimetria, para avaliar a possibilidade do uso de uma draga, que auxiliaria o boto pescador a retornar a seu habitat, a Lagoa Santo Antônio, em Laguna.
Na última sexta-feira, dia 30, Folha Regional acompanhou as tentativas para retirar o boto pescador no Rio Tubarão, as quais reúnem pescadores de Laguna, Polícia Ambiental e pesquisadores da UDESC. Quatro barcos participaram das ações de resgate, mas sem sucesso.
O boto apresenta uma lobomicose em seu dorso, que aumentou nas últimas semanas. Os pesquisadores suspeitam que Caroba, um boto fêmea, seja hermafrodita pelo fato de não ter tido filhos.