O apresentador está internado desde o dia 5 de agosto no hospital Albert Einstein para tratamento de insuficiência cardíaca
Fausto Silva, 73, recebeu hoje o transplante de coração, conforme confirmado pelo Hospital Albert Einstein. "O procedimento foi realizado com sucesso e Fausto Silva permanece na UTI, pois as próximas horas são importantes para acompanhamento da adaptação do órgão e controle de rejeição",
afirmaram os médicos do Hospital Albert Einstein.
Segundo o Einstein, a Central de Transplantes do Estado de São Paulo contatou o hospital na madrugada deste domingo para informar sobre o coração para ser transplantado no apresentador e, após a avaliação de compatibilidade do órgão, a cirurgia foi realizada e durou cerca de 2h30.
Procurados, Luciana, que é mulher de Faustão e, João Guilherme, filho do apresentador, afirmam que não vão se pronunciar neste momento.
O apresentador está internado desde o dia 5 de agosto no hospital Albert Einstein para tratamento de insuficiência cardíaca. Faustão estava em diálise e necessitando de medicamentos para ajudar na força de bombeamento do coração. O quadro de saúde de Fausto o colocava como prioridade na fila de transplantes.
Durante entrevista para a GloboNews, o médico Gustavo Fernandes Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), falou sobre o tempo para que a cirurgia de transplante de coração seja realizada.
"O coração tem um tempo curto, ente quatro e seis horas, chamado de tempo de isquemia fria, que é o tempo de retirada do órgão e o implante do órgão no receptor (colocar o órgão realmente funcionado). O rim tem um tempo mais longo e o fígado entre o coração e o rim, ou seja, cada órgão tem a suas particularidades de tempo."
Como funciona a doação?
No Brasil, a doação de coração depende exclusivamente da autorização dos familiares de uma pessoa com morte encefálica. A morte encefálica é definida como "morte baseada na ausência de todas as funções neurológicas", ou seja, é permanente é irreversível, segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos).
Uma das dificuldades para o transplante do coração está justamente na decisão da família do doador. O índice de rejeição à doação de órgãos no país é historicamente alto: 43%, segundo o Ministério da Saúde.
Um único doador morto pode salvar mais de oito vidas. É possível doar coração, pulmão, fígado, os rins, pâncreas, córneas, intestino, pele, ossos e válvulas cardíacas.