Gabriel Muniz, de 24 anos, é técnico em imobilizações ortopédicas e lançou uma Vakinha para arrecadar recursos para treinar fisioterapeutas e voluntários na Tanzânia
“É um lugar pobre. A maioria do povo aqui não tem saneamento, acesso à saúde e muitos outros privilégios que temos no Brasil”, descreve o jovem Gabriel Muniz, de 24 anos, ao relatar a situação dos moradores da África.
Ele chegou na quinta-feira, dia 20, na cidade de Morogoro, na Tanzânia, para uma missão especial: montar uma sala de gesso oficial para prestar assistência de saúde à população.
Gabriel é natural de São Paulo e mora há quatro anos em Tubarão. Ele é técnico em imobilizações ortopédicas e trabalha no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e também no Hospital Materno-Infantil de Criciúma.
Há alguns meses iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos para se unir à instituição Fisioterapeutas sem Fronteiras. Após algumas semanas, por meio da Vakinha Online, o técnico em imobilizações ortopédicas conseguiu arrecadar os valores suficientes para adquirir os equipamentos e ferramentas necessárias para instalação de uma sala de gesso.

Com a ajuda de amigos e voluntários, ele levou para África duas serras de gesso (R$ 4,2 mil), duas tesouras de lister (R$ 200) e um afastador de gesso Henning (R$ 400).
::: Relembre :::
Técnico de Tubarão pede ajuda para levar assistência a pacientes na África
O técnico está na casa de um casal de missionários do Fisioterapeutas sem Fronteiras. Sua missão vai até o dia 16 de novembro, quando retorna para Tubarão.
“O valor da vakinha foi o suficiente para os materiais que vou usar para montar a sala de gesso. Tive bastante ajuda. Vou dar um curso sobre gesso para pé torto congênito e sobre imobilizações. Os principais pacientes são crianças das tribos e vilarejos distantes que não tem acesso à saúde”, explica Gabriel.
No vilarejo são feitos mutirões de saúde. Nas redes sociais do Fisioterapeutas sem Fronteiras, eles descrevem as mobilizações que estão em andamento com a ajuda do técnico de Tubarão.

“O Gabriel Muniz trouxe estes materiais que foram doados por muita gente show aí no Brasil. Muito obrigada pessoal. Vocês são incríveis! É uma serra de gesso (para acabar com o risco na hora de tirar os gessos dos pés dos nossos bebezinhos), 2 tesouras de Lister, um afastador de gesso e nosso modelo ("o Bob"). São os primeiros materiais da nossa tão sonhada sala de gesso para alcançar mais crianças (e adultos negligenciados) com pé torto congênito. Além disso, o Gabriel (que é Técnico em Imobilizações Ortopédicas) se voluntariou e veio especificamente pra cá nos dar um curso sobre gesso seriado, Imobilizações e talas gessadas! Quando vemos tanta gente se mobilizando para ajudar as crianças e famílias do nosso Centro, ficamos como os que sonham! Muito obrigada a todos!.”