Segundo técnicos, esse é o segundo animal da mesma espécie que encalha na região em duas semanas
Divulgação/Folha Regional Uma cachalote-anão (Kogia sima), com 2,4 metros de comprimento, encalhou viva na tarde desta terça-feira, dia 24, em Morro dos Conventos, no município de Araranguá.
O cetáceo, da mesma subordem dos golfinhos, foi medicado, hidratado e estabilizado pela equipe técnica da Educamar. A ocorrência foi atendida por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), mantido pela TGS.
Segundo a coordenadora do PMP-BP no Setor C, Suelen Santos, foram coletadas amostras para exames complementares. “O animal já recebeu o atendimento necessário para a estabilização. Agora inicia a organização dos próximos procedimentos para o sucesso de seu salvamento”.
Segunda Kogia em duas semanas
Este é o segundo encalhe de uma espécie de Kogia na região em um período de duas semanas. No dia 8 de março, uma cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) encalhou em Passo de Torres.
Naquela ocasião, o animal não resistiu. Conforme as equipes de pesquisadores, o animal estava extremamente magro, com escoriações profundas na pele, com presença de parasitas na região do pescoço e no estômago. Além de apresentar processo inflamatório e congestão encefálica.
Tanto cachalote-anão (Kogia sima) quanto a cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) são cetáceos de hábitos oceânicos, vivem em águas profundas.
As espécies são odontocetos, a mesma subordem dos golfinhos, mas dificilmente são avistadas próximas das praias.
As diferenças entre as duas espécies estão principalmente no tamanho e no formato da cabeça. A cachalote-pigmeu apresenta a cabeça mais quadrangular que a cachalote-anão, além de possuir as costas mais arqueadas.
A cachalote-anão pode atingir cerca de 2,7 metros de comprimento e pesar aproximadamente 250 quilos, enquanto a cachalote-pigmeu pode chegar a 4 metros e pesar até 400 quilos.
Ambas se alimentam de lulas, pequenos peixes e crustáceos e estão na lista de espécies ameaçadas de extinção. Como estratégia de defesa, podem liberar um líquido escuro pelo intestino para despistar predadores.
Ao encontrar um animal marinho encalhado na praia entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba, ligue para a Educamar: 0800 641 5665.