Domingo, 17 de maio de 2026
Tubarão
24 °C
16 °C
Fechar [x]
Tubarão
24 °C
16 °C
COTIDIANO

Estudante vai ao hospital tratar falta de ar e tem braço amputado após diagnóstico

Estudante contou em um vídeo que foi ao hospital após tomar remédios para asma que não resolveram a falta de ar, ficou 36 dias intubada e descobriu uma síndrome autoimune

24/10/2023 18h16 | Atualizada em 24/10/2023 18h26 | Por: Redação Folha Regional | Fonte: UOL

A ida ao hospital para tratar asma se transformou em um pesadelo para Bárbara Maia, de 27 anos. A estudante de medicina acordou 36 dias depois com um braço amputado e o diagnóstico de uma doença autoimune. As informações são do site Viva Bem, do portal UOL. O caso começou em 7 de maio, em Belo Horizonte. Maia se preparava para começar o internato, que é a fase de treinamento do curso de medicina.

No entanto, o estágio foi adiado após a estudante descobrir a síndrome antifosfolípide (SAF), também conhecida como síndrome do “sangue grosso”.

Um vídeo da jovem falando sobre a doença viralizou nas redes sociais nos últimos dias.

A síndrome é conhecida por provocar a formação frequente de trombos pelo corpo. Bárbara conta que, no seu caso, a doença afetou seu pulmão, braço direito e cabeça.

A estudante conta que foi diagnosticada com asma há anos, e quando teve a falta de ar, achou que fosse causada pela doença. O que começou como uma falta de ar levou a dois AVCs, uma traqueostomia e a amputação de um dos braços da jovem, que sonha em ser cirurgiã.

Quando tomou remédios para controlar a suposta crise de asma e eles não funcionaram, a estudante decidiu ir ao hospital. “Lá eu tomei uma medicação [para asma] e os sintomas pararam. Fui para casa, mas logo voltei a sentir muita falta de ar, não consegui nem ir pra aula, e decidi voltar para o pronto-socorro”, lembra.

Sem forças até para pedir um táxi, Barbara pediu ajuda para a mãe, que chamou uma ambulância. Na nova ida ao hospital, os médicos constataram que a jovem precisava de oxigênio, mas não conseguiram estabilizar seu quadro. Foi então que eles decidiram intubá-la.

A estudante acordou 36 dias depois, ainda na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), já sem o braço direito. Enquanto estava em coma, ela também passou por complicações causadas pela própria internação, como falência renal e hemorragia no intestino. Maia contou que recebeu 13 bolsas de sangue para repor o que tinha perdido.

Confundida com asma, síndrome do ‘sangue grosso’ é rara e tem diagnóstico difícil

Ouvida pelo UOL, Helena Visnadi, hematologista no Hospital São Luiz Anália Franco, explica que a SAF é uma doença autoimune rara, não hereditária e muito mais comum em mulheres.

O diagnóstico é difícil e surge normalmente já depois das complicações, como no caso de Bárbara, onde foi confundida com asma.
“Tem paciente que chega com histórico de abortos de repetição, a gente vai investigar e acha essa síndrome. Mas também existem essas tromboses simultâneas, como a dela, que a gente pode classificar como SAF catastrófica”, explica.

Visnadi também deixa claro que um primeiro episódio de trombose não é suficiente para que a doença seja cogitada. Segundo a médica, normalmente o protocolo que verifica a presença de anticorpos da SAF começa apenas na segunda ocorrência. “E é importante que o episódio não seja ‘provocado’, que não aconteça depois de uma cirurgia ou de uma imobilização — como uma perna engessada. A questão é quando vem a trombose do nada”, detalha Visnadi.

Depois de um primeiro positivo para a SAF, o exame ainda é refeito seis semanas depois dos trombos para realmente fechar um diagnóstico, o que torna o processo de tratamento ainda mais lento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Notícias de Tubarão (SC) e região | Folha Regional

Avenida Marcolino Martins Cabral, 926, sala 1006, Centro | Edifício EJB | Tubarão (SC) | WhatsApp (48) 9 9905-1638

Notícias de Tubarão (SC) e região | Folha Regional © Todos os direitos reservados.
Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital
WhatsApp

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Ok, entendi!