O caminhão do Corpo de Bombeiros percorre cerca de 7km pelas principais ruas centrais da cidade. Em seguida inicia a missa exequial presidida pelo bispo
O cortejo fúnebre do padre Raimundo Ghizoni, que faleceu nesta segunda-feira, dia 6, aos 98 anos, iniciou às 14h desta terça-feira, dia 7.
O cortejo em carro aberto especial do Corpo de Bombeiros irá passar pelas principais ruas do Centro de Tubarão. São 7 km em aproximadamente 30 minutos de cortejo.
O carro saiu pela porta lateral da Catedral Diocesana de Tubarão e passa pelas seguintes ruas: rua XV de Novembro, rua Anita Garibaldi, rua Conselheiro Mafra, rua Vidal Ramos, rua Lauro Müller, Av. Patrício Lima, Av. Presidente Getúlio Vargas, Av. José Acácio Moreira, e ainda passará pela ponte Manoel Alves dos Santos. Segue pela rua Silvio Cargnin, rua Altamiro Guimarães, rua São José, rua Osvaldo Cruz, avenida Marcolino Martins Cabral, Rua Coronel Colaço e chegada na rua XV de Novembro, de onde houve sua saída.
O velório do padre Raimundo iniciou ontem, dia 6, na Catedral. Diversas missas foram realizadas durante esses dois dias.
Nesta terça-feira, a primeira missa foi às 6h30, e outra às 9h. Às 15h, a Missa Exequial será presidida pelo bispo Dom Adilson Pedro Busin, seguida do sepultamento na Cripta da Catedral.
Confira o momento da saída para o cortejo registrado pelo jornalista Marcelo Becker.
História
Natural de Braço do Norte e nascido em 13 de agosto de 1925, o padre Raimundo Ghizoni foi ordenado presbítero ainda em 1949, na Catedral de Florianópolis, por Dom Joaquim Domingos de Oliveira. Seu lema era “nas mãos da Medianeira entrego meu sacerdócio”.
Sua carreira é extensa, iniciando em 1950, quando foi professor e orientador de disciplina no Seminário Preparativo em São Ludgero, cuja função desempenhou até 1952.
Ele foi Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá entre 1952 e 1954, e também atuou na mesma função na Paróquia de São José, em Criciúma, de 1954 a 1955. Somente em 1955 que veio para a Cidade Azul, para desempenhar a função de Secretário Geral da Diocese de Tubarão até 1963, e por 30 anos foi pároco da Catedral Diocesana de Tubarão. Posteriormente, no ano de 1993, foi vigário paroquial na Catedral, cargo que desempenhou até o fim de sua vida.
Padre Raimundo foi decisivo para a construção da Casa Paroquial da Catedral em 1963, e também, da nova Catedral Diocesana, entre 1965 e 1971 e do Centro de Atividades da Catedral em 1987.
Por 12 anos, de 1956 a 1968, foi Diretor Diocesano da Cáritas Brasileira. Ao mesmo tempo que iniciou essa função, mas até 1976, foi Diretor Diocesano da Federação da C. C. Marianas. Em duas datas distintas, de 1980 a 1982 e de 1990 a 1992 foi Vigário Comarcal da Comarca de Tubarão. Ele também foi Assessor Espiritual do M. F. C (Movimento Familiar Cristão) na Diocese entre 1962 a 1989, no Regional Sul 4 de 1965 a 1967 e de 1987 a 1989.
Criação da APROET e Diretor-geral da Rádio Tubá
Em 1955, o padre Raimundo fundou a Fundação da Assistência e Cultura à Infância Tubaronense (ACIT), hoje conhecida como APROET, com quatro jardins de infância na cidade: nos bairros Humaitá, Passagem, Centro e Dehon. Milhares de crianças foram atendidas ao longo dos anos.
Também no mesmo ano, teve participação ativa na Sociedade Rádio Tubá, desempenhando a função de diretor-geral por muitos anos e sendo o primeiro apresentador do famoso programa Sinos da Catedral, hoje apresentado pelo pároco da Catedral, padre Eduardo Rocha e o seminarista Jean Marcos. Por anos, realizou a Benção da Saúde, transmitida às quintas-feiras na Rádio e TV Tubá. Ele foi titular da cadeira nº 22 na Academia Tubaronense de Letras – ACATUL.