De acordo com as advogadas da Secretaria de Articulação Nacional, que estiveram no local, todos estão sendo acusados dos mesmos crimes
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, determinou que a Secretaria de Articulação Nacional do Estado, em Brasília, acompanhe de perto a situação dos 19 catarinenses que se encontram detidos após os atos de vandalismo registrados domingo na Capital Federal.
“Estamos acompanhando e monitorando a situação para tentar garantir o direito de cada um ao processo legal a que todos temos direito. São catarinenses e por isso o Estado está se fazendo presente. Há muito desencontro de informações”, disse.
Jorginho está em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil de SC, com a Procuradoria-Geral do Estado e também com a ministra do STF, Rosa Weber.
De acordo com as advogadas da Secretaria de Articulação Nacional, que estiveram no local, todos estão sendo acusados dos mesmos crimes (atos terroristas, associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, ameaça, perseguição, incitação ao crime e dano ao patrimônio público). “Que a Justiça seja cumprida, puna os culpados e absolva os inocentes”, completou.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal divulgou hoje, dia 10, uma lista de pessoas presas após os atos de terrorismo contra os prédios do Congresso, Palácio do Planalto e STF (Supremo Tribunal Federal).
A versão mais recente da lista, atualizada às 18h desta terça, apresenta 412 nomes. São 293 homens e 119 mulheres presos no Centro de Detenção Provisória II e na Penitenciária Feminina do DF (clique aqui e veja a lista).

O nome da engenheira química e empresária Camila Mendonça Marques, de Tubarão, consta na lista de presos. Camila estava dentro do Palácio do Planalto e compartilhou vídeos em suas redes sociais pedindo intervenção militar e registrando a invasão.
"Em atendimento à decisão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, está disponível para consulta a listagem das pessoas presas no Sistema Penitenciário do Distrito Federal, em virtude dos fatos ocorridos na Praça do Três Poderes no dia 08/01/2023", escreveu a secretaria em nota.
O número de presos deve aumentar. Na Academia Nacional de Polícia, há centenas de pessoas detidas que estão passando por uma triagem da Polícia federal para serem liberadas ou presas por envolvimento na depredação.