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COTIDIANO

Maior navio de guerra da América Latina chega ao Rio Grande do Sul para ajudar população

O objetivo é auxiliar no resgate às vítimas ilhadas e no transporte de suprimentos pelas vias alagadas

11/05/2024 19h36 | Atualizada em 11/05/2024 19h49 | Por: Redação Folha Regional

Chegou à região de Rio Grande, no Sul do Estado do Rio Grande do Sul, o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, o maior navio de guerra da América Latina, para a missão humanitária de ajuda à população do Estado, atingida por temporais. A embarcação atracou na cidade neste sábado, dia 11, segundo a Marinha do Brasil.

A embarcação, que é o maior navio de guerra da América Latina, chegou ao local, em Rio Grande (RS), junto com a Fragata Defensora, para auxiliar a população gaúcha afetada pelas enchentes.

A comissão está trazendo 1.350 militares, 154 toneladas de donativos, 38 viaturas do Grupamento de Fuzileiros Navais em Apoio à Defesa Civil, 24 embarcações de pequeno e médio porte, 03 helicópteros, além de duas estações móveis para tratamento de água, capazes de produzir um total de 20.000 litros de água potável por hora.

"Estamos dando toda a contribuição e assistência para essa missão, ajudando nesse momento tão difícil para nosso estado", disse Ricardo Ávila, diretor operacional da Ecovix, que é proprietária do Estaleiro.

O objetivo é auxiliar no resgate às vítimas ilhadas e no transporte de suprimentos pelas vias alagadas. 

Além da capacidade de produzir água potável, o navio tem um centro médico – o segundo maior da frota da Marinha, ficando atrás apenas do Navio Doca Multipropósito (NDM) Bahia, que foi usado para atender às vítimas das inundações históricas.

Reforço

Na sexta, dia 10, o Navio-Patrulha Oceânico Amazonas chegou ao porto da cidade. Já a Fragata Defensora neste sábado. Eles trazem, a bordo, efetivos militares que serão encaminhados para as regiões mais afetadas pelas enchentes, assim como embarcações para retirada de moradores de zonas alagadas.

De acordo com o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, o momento é de auxílio às vítimas e a Autoridade Portuária está imbuída nessa missão. “Sabemos das dificuldades que estamos enfrentando. As embarcações da Marinha permitem o transporte de mais efetivos e de equipamentos que irão se somar aos que já estão sendo utilizados e ajudar muito os voluntários”, afirmou.

Além de ser uma embarcação utilizada para ações de defesa, o Navio-Multipropósito Atlântico é adequado para a realização de missões de ajuda humanitária. Entre os principais equipamentos que são trazidos por ele ao RS estão duas estações de tratamento de água, capazes de produzir um total de 20 mil litros por hora.

Na área hospitalar, o Atlântico conta com infraestrutura composta por uma unidade de tratamento intensivo com dois leitos, uma banheira termal para aquecimento ou resfriamento, uma sala de trauma, um centro cirúrgico, um consultório odontológico, um laboratório, dois consultórios médicos, uma enfermaria com oito leitos, uma farmácia completa, uma recepção e uma sala de espera.

O Navio-Patrulha Oceânico Amazonas consegue acomodar até 81 militares e possui capacidade de transporte de até seis contêineres de 15 toneladas. Além disso, conta com duas embarcações de casco semi-rígido, uma enfermaria composta por dez leitos e salas de cirurgia. Em caso de necessidade, o Amazonas é capaz de receber e abastecer helicópteros.
A Fragata Defensora tem funções essencialmente militares e sua missão básica é contribuir para o controle de áreas marítimas. É capaz de transportar até 209 militares.

Outras embarcações já chegaram ao estado para ajudar a população gaúcha.

Em 30 de abril, a Marinha enviou oito lanchas para o estado. Já o navio Babitonga saiu de Rio Grande e está em Porto Alegre para apoio ao serviço de resgate. Outro navio, o Mearim, saiu de Santa Catarina com doações, chegou na madrugada desta sexta-feira a Rio Grande e deve seguir para Porto Alegre com o objetivo de reforçar o trabalho da Marinha na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A Marinha também anunciou o envio de 40 viaturas e 200 militares para atuarem na desobstrução das vias de acesso, além de equipes de apoio à saúde formadas por médicos e enfermeiros. 
 

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