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COTIDIANO

Ministro dos Direitos Humanos diz ser 'criminoso' movimento contra vacinação de crianças

Silvio Almeida afirma ainda ser preciso tomar alguma atitude em relação aos "que não gostam de criança e de adolescente"

07/02/2024 21h51 | Atualizada em 07/02/2024 21h58 | Por: Redação Folha Regional

O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania do governo Lula, Silvio Almeida, disse nesta quarta-feira, dia 7, ser criminoso e inadmissível fazer movimentos contra vacinação de crianças no país. A fala ocorre dias após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), dizer que a imunização não será condição para matrícula na rede pública do Estado.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, também postou em suas redes sociais que nenhuma escola do Estado vai recusar matrículas de alunos por falta de vacina. “Aqui em Santa Catarina, a vacina não é obrigatória. Fica na consciência de cada catarinense exercer o seu direito de cidadão e resolver sobre isso”, disse. Em 2023, Mello revogou um decreto que determinava a obrigatoriedade da vacinação entre os professores da rede estadual.

As declarações do ministro foram feitas nesta quarta durante a posse da conselheira Marina de Pol Poniwas como nova presidente do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente).

No evento, Almeida agradeceu pelo apoio do Conanda no processo da “reconstrução da política de direitos humanos desse país”. Ao falar de desafios para o futuro, citou pautas históricas do conselho, como o combate ao abuso e exploração sexual infantil e a luta para que as crianças tenham direito à educação e saúde de qualidade, por exemplo.

Nesse contexto, o ministro disse ser “inadmissível fazer movimentos contra vacinação de crianças num momento como esse que a gente vive no país”. “É criminoso”, destacou.

“Nós não podemos deixar uma coisa dessas passar. Precisamos tomar alguma atitude em relação aos irresponsáveis, antibrasileiros, que não gostam de criança e de adolescente e que estão promovendo esse tipo de cisão, esse tipo de esgarçamento do tecido social brasileiro”, afirmou no evento. “Isso não pode acontecer. Precisamos tomar providências em relação a isso.”

O ministro também propôs uma discussão sobre os papéis das redes sociais sobre crianças. “Estamos vendo a disseminação da violência, a disseminação do discurso de ódio, a disseminação do racismo, a disseminação do antissemitismo, que é inadmissível”, disse. “Nós não podemos permitir uma coisa dessas no nosso país, que nossas crianças tenham contato com esse tipo de coisa.”

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