Silvio Almeida afirma ainda ser preciso tomar alguma atitude em relação aos "que não gostam de criança e de adolescente"
O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania do governo Lula, Silvio Almeida, disse nesta quarta-feira, dia 7, ser criminoso e inadmissível fazer movimentos contra vacinação de crianças no país. A fala ocorre dias após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), dizer que a imunização não será condição para matrícula na rede pública do Estado.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, também postou em suas redes sociais que nenhuma escola do Estado vai recusar matrículas de alunos por falta de vacina. “Aqui em Santa Catarina, a vacina não é obrigatória. Fica na consciência de cada catarinense exercer o seu direito de cidadão e resolver sobre isso”, disse. Em 2023, Mello revogou um decreto que determinava a obrigatoriedade da vacinação entre os professores da rede estadual.
As declarações do ministro foram feitas nesta quarta durante a posse da conselheira Marina de Pol Poniwas como nova presidente do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente).
No evento, Almeida agradeceu pelo apoio do Conanda no processo da “reconstrução da política de direitos humanos desse país”. Ao falar de desafios para o futuro, citou pautas históricas do conselho, como o combate ao abuso e exploração sexual infantil e a luta para que as crianças tenham direito à educação e saúde de qualidade, por exemplo.
Nesse contexto, o ministro disse ser “inadmissível fazer movimentos contra vacinação de crianças num momento como esse que a gente vive no país”. “É criminoso”, destacou.
“Nós não podemos deixar uma coisa dessas passar. Precisamos tomar alguma atitude em relação aos irresponsáveis, antibrasileiros, que não gostam de criança e de adolescente e que estão promovendo esse tipo de cisão, esse tipo de esgarçamento do tecido social brasileiro”, afirmou no evento. “Isso não pode acontecer. Precisamos tomar providências em relação a isso.”
O ministro também propôs uma discussão sobre os papéis das redes sociais sobre crianças. “Estamos vendo a disseminação da violência, a disseminação do discurso de ódio, a disseminação do racismo, a disseminação do antissemitismo, que é inadmissível”, disse. “Nós não podemos permitir uma coisa dessas no nosso país, que nossas crianças tenham contato com esse tipo de coisa.”