Ato de repúdio vai ocorrer nesta terça-feira, em frente ao Museu Willy Zumblick, com a participação de movimentos da Amurel
Movimentos populares e políticos da região da Amurel estão convocando para esta terça-feira, dia 10, uma manifestação contra os atos terroristas ocorridos domingo em Brasília. O protesto em repúdio a essas ações será realizado em Tubarão, a partir das 18h30, em frente ao Museu Willy Zumblick, na Avenida Marcolino Martins Cabral, no Centro.
A definição pelo protesto de amanhã se deu durante uma reunião ocorrida na noite desta segunda-feira, dia 9, entre as entidades organizadoras. São elas: PSOL, Partido Democrático Trabalhista, Frente Antiracista de Laguna, Mocnetu, Opemn, Partido dos Trabalhadores, comissão do Partido Comunista do Brasil, Juventude do PT, Secretaria Política Estadual da União da Juventude Comunista, Juventude Socialista do PDT, Comitê Popular de Lutas de Tubarão, Pastorais Sociais de Tubarão, comissão SOS Educação e Plena.
Os participantes do ato desta terça-feira se concentrarão em frente ao museu, onde estão previstos discursos dos membros desses movimentos sociais. Nesta segunda-feira, em todo o país, já ocorreram diversas manifestações, entre elas na Avenida Paulista, em São Paulo, e na Cinelândia, no Rio de Janeiro.

Ataque às instituições
Manifestantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro inconformados com o resultado das eleições invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo.
A invasão começou após a barreira formada por policiais militares na Esplanada dos Ministério, que estava fechada, ter sido rompida. O Congresso Nacional foi o primeiro a ser invadido, com os manifestantes ocupando a rampa e soltando foguetes. Depois eles quebraram vidro do Salão Negro do Congresso e danificaram o plenário da Casa.
Após a depredação no Congresso, eles invadiram o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). No STF, quebraram vidros e móveis.
Os prejuízos ainda estão sendo calculados. Além da depredação aos prédios públicos, os terroristas danificaram peças de valor histórico. Mais de mil pessoas foram presas até o momento e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi afastado por 90 dias. Ele está sendo investigado por omissão, uma vez que não apresentou um plano de segurança capaz de proteger o patrimônio público.