Prefeitos de Capivari de Baixo e de Lages foram alvos de prisão preventiva nesta quinta-feira e encaminhados a Florianópolis para realização de audiência de custódia
A Operação Mensageiro deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina já prendeu seis prefeitos desde o ano passado.
Nesta quinta-feira, dia 2, dois prefeitos de cidades de Santa Catarina foram presos preventivamente na segunda fase da Operação. Antônio Ceron (PSD), de Lages, e Vicente Corrêa Costa (PL), de Capivari de Baixo, foram alvos de mandados de prisão.
A investigação está em curso há pouco mais de um ano pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, que atua, em conjunto com o GAECO e o GEAC, nas apurações de crimes funcionais de prefeitos.
As novas ordens judiciais foram expedidas depois da análise dos depoimentos das testemunhas, dos investigados e das provas coletadas na primeira fase, que ocorreu em 6 de dezembro do ano passado.
A Operação Mensageiro apura suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.
Vicente Costa e Antônio Ceron foram encaminhados a Florianópolis para realização de audiência de custódia, nesta tarde, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A investigação ainda corre em segredo de justiça.
Outros quatro gestores de cidades catarinenses foram presos anteriormente na primeira fase da operação. Um deles foi detido ao voltar de férias.
São seis prefeitos presos pela operação desde o ano passado:
- Deyvison Souza, Pescaria Brava
- Luiz Saliba, Papanduva
- Antônio Rodrigues, Balneário Barra do Sul
- Marlon Neuber, Itapoá
- Vicente Costa, Capivari de Baixo
- Antonio Ceron, Lages
A Operação Mensageiro
A operação da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do MPSC, ocorreu nas regiões Norte, Sul, Planalto Norte, Vale do Itapocu, Vale do Itajaí, Alto Vale do Itajaí e Serra catarinenses.
O objetivo da investigação é apurar suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em Santa Catarina.
A Operação Mensageiro envolveu cerca de 220 Policiais Civis, Militares e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e 23 Promotores de Justiça. Contou com o importante apoio do GAECO do Ministério Público do Paraná (MPPR) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no cumprimento de mandados de prisão de dois envolvidos. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a Polícia Civil e a Polícia Científica também prestaram apoio à operação.
Durante as buscas, foram apreendidos no total mais de R$ 1,3 milhão em espécie localizados nas residências e locais de trabalho dos alvos investigados.
Além disso, foram recolhidos para perícia 58 computadores, 85 aparelhos de telefone celular e 140 mídias eletrônicas. Foi determinado o bloqueio dos bens de 25 empresas e 11 pessoas físicas em mais de R$ 282 milhões.
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