Outras denúncias de racismo, xenofobia, homofobia e intolerância religiosa contra o suspeito também serão averiguadas
A Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da 7ª Delegacia de Polícia de Joinville (Central de Termos Circunstanciados/Central de Boletins de Ocorrência), na data hoje, dia 9, teve uma Representação acolhida pelo Poder Judiciário, em regime de urgência, após a manifestação favorável do Ministério Público, em desfavor de um professor da rede estadual de ensino suspeito da prática do delito de apologia de crime ou criminoso (art. 287 do Código Penal).
O professor trabalha na escola estadual Georg Keller, de Joinville, e usou uma aula do primeiro ano do ensino médio para comentar a tragédia que atingiu Blumenau. De acordo com um vídeo gravado por estudantes, o docente diz que “mataria uns 15,20, entrar com dois facões, um em cada mão e pá, passar correndo e acertando”.
Segundo preliminarmente apurado no procedimento policial, “o professor ao tecer comentários com referências positivas aos crimes hediondos recentemente ocorridos no município vizinho, perante seus alunos adolescentes e dentro do ambiente educacional, extrapolou o limiar da liberdade de opinião, de expressão e pedagógica, incidindo na conduta criminosa e reprovável”, diz a nota divulgada pelo Delegado-Geral Ulisses Gabriel.
A representação contra o professor impõe algumas medidas cautelares como o afastamento do cargo, obrigatoriedade de distanciamento de qualquer unidade escolar, proibição de manter contato com qualquer aluno/testemunha e o uso de tornozeleira eletrônica. “As medidas têm por finalidade resguardar a lisura e a continuidade das investigações, preservando a regularidade das atividades escolares em Joinville, sem qualquer exposição de alunos ou professores ao risco de reiteração ou progressão criminosa.”
Conforme a Polícia Civil, o procedimento administrativo-investigatório prosseguirá com novas diligências previstas ao longo da semana.
Outras denúncias de racismo, xenofobia, homofobia e intolerância religiosa contra o suspeito serão averiguadas e distribuídas conforme atribuições das unidades policiais.
“A resposta rápida e enérgica da Polícia Civil na apuração de casos suspeitos em escolas, com o apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público, faz parte da estratégia de tolerância zero implementada pelo Governo Estadual, Delegacia-Geral e 2ª Delegacia Regional de Polícia, contribuindo com a manutenção da segurança das crianças e adolescentes catarinenses”, diz o delegado.