Susana lutava contra um câncer na bacia. A criciumense atuava como repórter da TV Globo no Rio de Janeiro desde 2002
A prefeitura de Criciúma emitiu uma nota de pesar na manhã desta quarta-feira, dia 26, pela morte da jornalista criciumense Susana Naspolini, de 49 anos.
A profissional de Criciúma era funcionária da TV Globo no Rio de Janeiro desde 2002. Ela enfrentava sua quinta batalha contra o câncer. Desta vez, a doença se espalhou para diversos órgãos, sobretudo para o fígado. A repórter passou seus últimos dias internada em um hospital de São Paulo.
“Susana, profissional talentosa e que construiu sua carreira focada em jornalismo de televisão, ascendeu de Santa Catarina para todo o Brasil e fez história com a linguagem popular característica de suas reportagens. Atualmente era repórter da TV Globo no Rio de Janeiro. Há anos Susana lutava contra um câncer, e, mesmo diante das dificuldades, sempre se manteve alegre, mãe dedicada e com postura feliz e propositiva. Um exemplo para todos nós! Nossos mais profundos sentimentos à família Naspolini, em especial a senhora Maria Dal Farra, mãe, e a filha, Júlia. Que Deus os conforte nesse difícil momento de dor”, lamenta a prefeitura de Criciúma em nota.
Ao comunicar a morte da mãe no Twitter, Julia, de 16 anos, agradeceu ao apoio dos fãs que acompanharam a luta de Susana contra os tumores. “Oi, amigos, Julia aqui. É com o coração doendo que venho contar pra vocês que a mamãe não está mais com a gente. Ela lutou muito, nossa guerreira! Agradeço muito pelas orações, muito mesmo, muito obrigada, mas infelizmente não deu", postou a jovem.
Susana recebeu o diagnóstico de câncer na bacia em janeiro deste ano. Na época, ela falou sobre seu quadro de saúde nas redes sociais e disse que a doença não estava regredindo com o tratamento via oral. Ela, então, partiu para a quimioterapia intravenosa. O tumor, contudo, sofreu metástase e atingiu outros órgãos.
A principal marca da jornalista era a leveza e o bom humor com que conduzia o RJ Móvel. Sua maneira divertida de interagir com os moradores de comunidades diversas e, ao mesmo tempo, cobrar soluções do poder público para os problemas da população fez com que o quadro se mantivesse popular por mais de uma década.