Especialistas e artesãos do país europeu vão trabalhar com curadores e profissionais brasileiros na recuperação do objeto do século XVII, que foi danificado durante a invasão ao Palácio do Planalto
A Embaixada da Suíça no Brasil ofereceu o suporte de especialistas e artesãos do país europeu para auxiliar o governo federal brasileiro no trabalho de restauração e recuperação do relógio histórico Balthasar Martinot Boulle, do século XVII, que pertenceu a D. João VI. O relógio ficava exposto no Palácio do Planalto, em Brasília, e foi bastante danificado durante os atentados em 8 de janeiro.
Segundo nota divulgada pela Embaixada da Suíça no Brasil, os graves acontecimentos "despertaram profunda emoção na Suíça, assim como uma forte solidariedade com as instituições e a democracia brasileira. A Embaixada da Suíça em Brasília apresentou às autoridades brasileiras (Presidência da República, Ministério da Cultura e IPHAN) uma iniciativa de restauração do patrimônio histórico danificado, parte fundamental da identidade e da memória do país".
Um produtor suíço de relógios de longa tradição e experiência ofereceu o apoio de alguns dos maiores especialistas e artesãos para a restauração da peça. Os detalhes da cooperação ainda estão sendo definidos. Numa primeira avaliação, levando em conta os graves danos sofridos e as características e complexidade do relógio, será necessário o engajamento de um conjunto de especialistas.
Ainda durante este mês está prevista a visita de uma primeira missão técnica de especialistas suíços sob supervisão de curadores e especialistas brasileiros. Na sequência, será definido o cronograma para as diferentes etapas de restauração do relógio.
"A Suíça e o Brasil têm relações históricas de amizade e cooperação baseadas sobre valores comuns. A colaboração que decorre da nobre missão de proteger o patrimônio histórico e artístico é um elemento emblemático que reforçará ainda mais a amizade entre os nossos dois países", indicou a nota da Embaixada da Suíça no Brasil.