A equipe recebeu informações de que o leão-marinho está na praia da Figueirinha sendo importunado por pessoas que se aproximam do animal
Um leão-marinho está chamando a atenção de moradores e pessoas que passam pela praia da Figueirinha, em Jaguaruna neste fim de semana. Em algumas situações, o animal procura as praias para descansar, porém, pode estar positivado com o vírus da influenza aviária.
A equipe do projeto Educamar, ONG que executa o monitoramento de praias nos trechos de Araranguá a Passo de Torres, recebeu a informação sobre o animal e alerta a população a não se aproximar.
Os Bombeiros Voluntários de Jaguaruna foram acionados e farão o isolamento do animal com orientações à população.
“Orientamos a população para não se aproximar do animal, pois o risco de contaminação com o vírus é real. Recebemos vídeos de populares fazendo self e importunando o animal com pedaços de pau”, comenta a bióloga Suelen Santos, presidente e diretora de pesquisa da ONG Educamar.
Ela reforça que não se deve se aproximar do animal, não alimentar e não mexer. A orientação é comunicar a Cidasc, que é o órgão oficial e a secretaria de Meio Ambiente do município, para que tomem as devidas providências.
Apesar de não ser o órgão responsável pelo monitoramento das praias na região de Jaguaruna, a ONG se deslocará até o local neste domingo, dia 5, para fazer a avaliação do animal.
Conforme a Cidasc, Santa Catarina confirmou a primeira morte de mamífero, um leão-marinho, por gripe aviária no mês de outubro. O número de casos confirmados da doença no Estado subiu para 19.
Desde maio, quando foi confirmado o primeiro caso no Brasil, o país registrou 135 focos da doença. O caso mais recente de gripe aviária em uma ave silvestre ocorreu com um atobá-pardo, encontrado morto em Itapoá, no Litoral Norte.
Orientações
Evite contato direto com animais marinhos, principalmente lobos e leões-marinhos ao encontrar esses animais feridos ou descansando nos costões ou praias, não se aproxime se o animal estiver morto, avise a Cidasc pelo telefone 0800-644-9300 ou chame a Polícia Ambiental (48) 3431-7485.