Dados oficiais do Ministério da Pesca apontam liderança do emalhe anilhado e força do arrasto de praia
Foto: Elvis Palma A temporada de pesca da tainha em Santa Catarina segue em ritmo acelerado, consolidando a liderança histórica do estado na atividade pesqueira do país.
De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o volume total capturado pelas modalidades que contam com monitoramento oficial já ultrapassou a marca de 200 toneladas neste ano, gerando forte otimismo nas comunidades litorâneas.
O monitoramento detalhado das autoridades aponta que o litoral catarinense registrou, até o momento, 81,9 toneladas de peixe capturadas por meio do tradicional arrasto de praia - modalidade artesanal de forte apelo comunitário nas praias da região. Já a categoria de emalhe anilhado responde pela maior fatia da produção, sendo responsável por outras 130,93 toneladas.
Os indicadores da produção pesqueira estadual seguem em contagem constante e recebem atualizações diárias por meio do sistema PesqBrasil, uma plataforma coordenada pelo Governo Federal para acompanhar de perto a evolução e os limites da safra.
A Secretaria de Estado da Aquicultura e Pesca de Santa Catarina avalia que o desempenho inicial da temporada reflete tanto o peso econômico do setor quanto a preocupação dos trabalhadores locais em seguir rigorosamente as regras de sustentabilidade e legalidade. O secretário da pasta, Fabiano Müller Silva, destacou a importância socioeconômica e cultural que a atividade espalha ao longo de toda a costa:
“A pesca em Santa Catarina tem uma importância cultural e econômica muito forte. Já a safra da tainha mobiliza o nosso litoral de norte a sul e para o nosso estado a safra da tainha movimenta o turismo, a gastronomia e o comércio e garante o sustento de centenas de famílias catarinenses. A frente de secretaria temos a missão de garantir o ordenamento e a sustentabilidade da atividade. E a modalidade de arrasto de praia movimenta os ranchos e é uma grande festa. Esperamos que seja uma excelente safra”, pontuou o secretário.
Além de garantir a subsistência de centenas de famílias de pescadores artesanais, a corrida pela tainha funciona como uma engrenagem social que gera novos postos de trabalho e preserva os costumes históricos do Sul do estado.
O cerco dos peixes nas praias ultrapassa a atividade comercial e se transforma em um verdadeiro espetáculo cultural, atraindo a atenção de turistas e envolvendo a participação de famílias inteiras nos ranchos de pesca, o que ajuda a aquecer a rede hoteleira, o comércio de bairros e os restaurantes locais durante os meses de inverno.