Atual elenco traz dois jovens promessas que nasceram após o último título mundial do país em 2002
Foto: CBF A Seleção Brasileira faz a sua estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13), enfrentando a forte equipe de Marrocos em partida válida pela primeira rodada do Grupo C. Além de dar o pontapé inicial na busca pelo tão sonhado hexacampeonato, o Brasil entra em campo carregando a responsabilidade de defender um tabu histórico: o país está há 92 anos sem saber o que é perder em uma estreia de Mundial.
A última vez que a Seleção Brasileira saiu de campo derrotada em seu primeiro compromisso em uma Copa do Mundo foi no ano de 1934, na edição disputada na Itália. Naquela oportunidade, o Brasil foi superado pela Espanha pelo placar de 3 a 1 e acabou eliminado logo no início do torneio, que tinha um formato diferente do atual.
Antes disso, na primeira Copa da história, realizada no Uruguai em 1930, os brasileiros também estrearam com revés, perdendo para a Iugoslávia por 2 a 1, num grupo onde o país até goleou a Bolívia por 4 a 0 logo depois, mas não conseguiu a vaga para a fase seguinte.
Desde o tropeço contra os espanhóis em 1934, a Amarelinha construiu uma sequência histórica invejável de 20 partidas invictas em estreias de Copa do Mundo. Ao todo, o retrospecto aponta 17 vitórias e três empates, o que garante ao Brasil um aproveitamento contundente de 81,8% dos pontos disputados em aberturas. Na lembrança mais recente do torcedor, em 2022, a Seleção começou sua jornada vencendo a Sérvia por 2 a 0. Já o último empate em estreias ocorreu no mundial da Rússia, em 2018, quando Brasil e Suíça ficaram no 1 a 1.
Paralelamente à defesa do tabu, o Brasil inicia a Copa de 2026 precisando lidar com o incômodo jejum de 24 anos sem erguer a taça mais cobiçada do futebol mundial.
Esse período sem conquistas iguala o recorde de maior tempo que o país já passou sem vencer o torneio, marca que foi quebrada nos Estados Unidos em 1994, interrompendo a espera que vinha desde o tricampeonato de 1970.
Devido a esse longo intervalo de mais de duas décadas, uma geração inteira de torcedores e até mesmo de atletas profissionais nunca vivenciou a comemoração de um título mundial da Seleção Brasileira.
Dos 26 jogadores convocados para compor o elenco na América do Norte, dois nunca viram o Brasil ser campeão do mundo justamente pela pouca idade. O atacante Endrick, de 19 anos, que foi revelado nas categorias de base do Palmeiras, jogou a última temporada europeia emprestado ao Lyon, da França, e se prepara para retornar ao Real Madrid, da Espanha. O também atacante Rayan, da mesma idade e criado na base do Vasco da Gama, defende atualmente as cores do Bournemouth, na Premier League da Inglaterra.
Curiosamente, a situação de ter um atleta no grupo que nunca viu o Brasil ser campeão do mundo repete exatamente o mesmo cenário vivido pela comissão técnica na Copa de 1994. Naquela campanha, que encerrou o jejum anterior de 24 anos, a Seleção Brasileira levou aos Estados Unidos o jovem atacante Ronaldo, que tinha apenas 17 anos na época e carregava a mesma condição de torcedor que os meninos da atual geração de 2026.