Seleção estreia contra Marrocos sob o comando de Ancelotti; chave também conta com os retornos de Escócia e Haiti ao Mundial
Foto: CBF O sonho do hexacampeonato mundial volta a movimentar os torcedores em todo o país. Sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, a Copa do Mundo 2026 coloca a Seleção Brasileira no Grupo C, diante de adversários de três continentes diferentes. Considerado o favorito absoluto da chave, o Brasil terá pela frente Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase da competição.
O ciclo para este Mundial foi marcado por grandes mudanças nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com quatro técnicos diferentes e uma troca polêmica na presidência da entidade, com a remoção de Ednaldo Rodrigues e a posse de Samir Xaud.
A grande virada veio com a contratação do italiano Carlo Ancelotti, um dos técnicos mais vitoriosos do planeta e o primeiro estrangeiro a assumir o comando definitivo da Amarelinha. Ele liderou a equipe na reta final das Eliminatórias, garantindo a manutenção da marca histórica: o Brasil continua sendo a única seleção a participar de todas as 23 edições da Copa do Mundo.
O Brasil tenta quebrar um jejum de 24 anos sem erguer a taça, igualando o maior período de espera da sua história (ocorrido entre o tricampeonato de 1970 e o tetra de 1994). Para essa missão, a equipe chega com grandes expectativas na consolidação de uma nova geração, apostando em nomes como Endrick, Rayan, Danilo Santos e Igor Thiago.
Primeiro adversário do Brasil, a seleção marroquina chega cercada de expectativas após fazer história em 2022, quando se tornou a primeira equipe africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo, terminando em 4º lugar.
Marrocos foi o primeiro país do continente a carimbar o passaporte para 2026, consolidando a vaga em setembro de 2025 ao golear o Níger por 5 a 0. A equipe passou por uma mudança recente em seu comando: Walid Regragui deixou o cargo em março, sendo substituído por Mohamed Ouahbi, que liderava o time sub-23.
Destaque: Achraf Hakimi (lateral-direito do PSG).
Histórico: 7ª participação em Copas.
O Haiti protagoniza um dos retornos mais comoventes deste Mundial. Os caribenhos voltam a disputar o torneio após longos 52 anos de ausência - sua única participação havia sido na Alemanha, em 1974.
A histórica classificação foi construída sob a batuta do técnico francês Sébastien Migné, contratado em março de 2024. O Haiti superou duas fases eliminatórias da Concacaf e carimbou a vaga ao bater a Nicarágua por 2 a 0. Embora entre na competição com o status de azarão, o país celebra a oportunidade como um divisor de águas para o futebol nacional.
Destaque: Jean-Ricner Bellegarde (meio-campista do Wolverhampton).
Histórico: 2ª participação em Copas.
Terceira oponente do Brasil na chave, a Escócia garantiu seu passaporte para a América do Norte de forma heroica, superando a Dinamarca com dois gols marcados nos acréscimos da partida decisiva.
O comandante Steve Clarke, no cargo desde 2019, revolucionou o futebol do país: esta é a terceira grande competição consecutiva que os escoceses disputam sob suas ordens, um feito inédito na história da nação. Curiosamente, a última vez que a Escócia esteve em uma Copa foi em 1998, quando também estreou enfrentando a Seleção Brasileira.
Destaque: Scott McTominay (meio-campista do Napoli).
Histórico: 10ª participação em Copas (melhor campanha foi o 9º lugar em 1974).
As análises esportivas apontam o Brasil como franco favorito para avançar na primeira colocação do Grupo C. A segunda vaga para o mata-mata deve ser amplamente disputada, com Marrocos largando em vantagem devido à sua bagagem competitiva e o peso do último Mundial. Escócia e Haiti correm por fora, apostando no conjunto e no fator surpresa para tentar desbancar os favoritos da chave.