Desligamentos de Nasareno e Luam Parede foram definidos nesta quinta, menos de 24 horas após derrota para o Blumenau
Fotos: Reprodução O ambiente no Atlético Tubarão sofreu uma reviravolta nas últimas horas. Em comunicados oficiais emitidos em sequência, a diretoria do clube confirmou o desligamento do diretor de futebol, Nasareno Silva, e a rescisão de contrato do atacante Luam Parede. As saídas servem como resposta a má fase do clube e aos conturbados episódios registrados no Domingos Gonzalez na quarta-feira (17).
Segundo o clube, a saída do centroavante Luam Parede foi motivada pela conduta do atleta na partida diante do Blumenau, pela 10ª rodada do Campeonato Catarinense Série B. Na ocasião, o camisa 9 perdeu a cabeça perante as cobranças das arquibancadas, proferindo xingamentos e fazendo gestos obscenos para os torcedores do próprio time. Na súmula da partida, o árbitro Cinésio Mendes Júnior justificou o cartão vermelho direto detalhando que Luam chegou a intimar o público gritando: "vem para porrada, quero ver se tu vem para porrada".
O documento detalhou ainda que o atleta tentou arremessar um copo de água na direção do alambrado e só foi retirado do campo após intervenção de seus próprios companheiros de equipe. Apesar do desfecho polêmico, o Tubarão agradeceu ao atleta pelo empenho demonstrado e por sua contribuição esportiva.
A outra baixa de peso na estrutura do Peixe é o diretor de futebol Nasareno Silva. O dirigente havia retornado ao clube de Oficinas com a missão de reformular e montar o elenco para a disputa da competição estadual.
Em nota oficial, o Tubarão manifestou profunda gratidão pelo trabalho do gestor, destacando que, ao longo de sua trajetória, Nasareno contribuiu de forma significativa para a resolução de questões associativas da SAF, além de ser um elo fundamental no fortalecimento da união entre o clube e a torcida. O clube ressaltou que as portas permanecem abertas para o profissional.
Esta foi a terceira passagem de Nasareno pelo Tricolor. O profissional carrega no currículo dois acessos marcantes com o Tubarão: o primeiro em 2016, quando levou a equipe para a elite do futebol catarinense, e o segundo em 2023, quando reergueu a instituição para a Série B após o rebaixamento do ano anterior.
A reformulação forçada ocorre em um momento crítico da Série B do Catarinense. Com a derrota em casa por 3 a 2 para o Blumenau, o Peixe despencou e se distanciou do pelotão de frente.
A liderança isolada agora é dividida entre Blumenau e Metropolitano, ambos com 22 pontos na tabela de classificação. O campeonato, que conta com 10 equipes e possui um formato de pontos corridos em 18 rodadas, pune severamente os erros de percurso: apenas o campeão garantirá o passaporte de acesso para a primeira divisão do ano que vem, enquanto os dois últimos colocados serão rebaixados para a Série C. Sem diretor e sem o camisa 9, o Tubarão corre contra o tempo para se reorganizar e manter vivo o sonho do acesso.