Movimentação do grupo "Unidade Popular" gerou detenções por perturbação do sossego
Foto: Redes sociais/Reprodução Uma manifestação pelo fim da escala 6×1 terminou com duas pessoas presas na noite desta terça-feira (24) no Shopping Itaguaçu, em São José.
O protesto, organizado pelo movimento Unidade Popular, ocupou a praça de alimentação do empreendimento e transcorria com o uso de palavras de ordem até que um desentendimento entre manifestantes e frequentadores desencadeou uma intervenção da Polícia Militar.
Segundo a corporação, as prisões foram fundamentadas no crime de perturbação do trabalho e sossego alheio, após o tumulto assustar clientes que estavam no local.
De acordo com a versão dos manifestantes, o clima de tensão teria sido provocado por um homem que passava pelo local e, incomodado com o protesto, teria quebrado o megafone utilizado por uma das lideranças do grupo.
O incidente gerou um bate-boca generalizado, exigindo a presença imediata da equipe de segurança do shopping e, posteriormente, da Polícia Militar. Os detidos foram enquadrados no Artigo 42 da Lei de Contravenções Penais, que trata da paz pública, sendo conduzidos para a formalização da ocorrência ainda durante a noite.
Em nota oficial, a administração do Shopping Itaguaçu confirmou que o episódio envolveu um conflito entre frequentadores e que a equipe interna agiu prontamente para conter os ânimos. O centro comercial ressaltou que a situação foi entregue às autoridades competentes para os devidos procedimentos.
Após os trâmites na delegacia, as duas pessoas presas foram liberadas mediante a assinatura de um Termo Circunstanciado (TC), comprometendo-se a comparecer em juízo quando solicitadas.
Apesar do registro de prisões em São José, o movimento contra a escala 6×1 teve caráter estadual e transcorreu sem violência em outras cidades. No Sul catarinense, manifestantes realizaram atos em shoppings de Criciúma, onde a presença policial foi apenas preventiva e não houve registro de ocorrências ou confrontos.
Mobilizações semelhantes também foram registradas em Itajaí e na capital, Florianópolis, reforçando a pauta nacional que busca rediscutir a carga horária de trabalho no comércio e no setor de serviços.