Declaração foi feita após análise de imagens e diligências; acidente envolvendo a Polícia Militar segue sob investigação
Foto: Redes sociais/Reprodução O advogado criminalista Manoel Mendes, que representa a família de Marcelo Torres Filho da Silva, de 18 anos, morto após um acidente de trânsito envolvendo a Polícia Militar em Pescaria Brava, afirmou que a pessoa inicialmente apontada como principal suspeita pode não ter participação no ocorrido.
A manifestação foi feita nesta quinta-feira (29), por meio de vídeos publicados nas redes sociais. Segundo o advogado, novas informações obtidas ao longo das diligências levaram a uma reavaliação do caso.
Marcelo, conhecido como Marcelinho, morreu na noite de segunda-feira (26), após um acidente de trânsito. Desde então, o episódio passou a ser investigado tanto pela Polícia Militar quanto pela Polícia Civil, especialmente após familiares da vítima divulgarem versões nas redes sociais que atribuíram responsabilidade a policiais militares.
De acordo com Manoel Mendes, durante diligências realizadas ao lado do pai do jovem, houve um encontro fortuito com equipes da Polícia Civil em um dos pontos onde buscavam informações sobre o acidente.
Ainda conforme o advogado, ele teve acesso a imagens de câmeras de segurança, material que teria sido determinante para a mudança de entendimento sobre o caso.
“Com base no que foi apresentado hoje, tanto a mim quanto ao pai da vítima, a pessoa que nós imaginávamos poder ser o autor, ou que pudesse ter provocado o acidente que resultou na morte desse jovem, eu acredito que não é. Acredito que esse caso vai tomar um rumo totalmente diverso. Por isso eu digo: nunca acuse alguém sem provas”, declarou.
Após a repercussão do caso, a Polícia Militar de Santa Catarina instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e individualizar possíveis responsabilidades. Paralelamente, a Polícia Civil também conduz investigação própria sobre os fatos.
Segundo informações preliminares divulgadas pela Polícia Militar, o acidente teria envolvido um grupo de motociclistas que trafegava pela região e que, momentos antes da colisão, teria desobedecido a uma ordem de parada.