Carolini de Bona lembra que esta é uma realidade para uma grande parcela da população feminina e que o problema é normalizado
Foto: Reprodução H2O FM Acabar com a violência de gênero contra as mulheres e com os feminicídios é o maior sonho profissional da delegada Carolini de Bona, diretora de Polícia do Sul e conselheira superior da Polícia Civil. No Dia da Mulher, ela lamenta que esta seja uma realidade para uma grande parcela da população feminina e que o problema esteja enraizado.
Em entrevista ao programa Revista H2O, na rádio H2O FM, a delegada destacou que a violência atinge mulheres de todas as classes sociais e níveis de escolaridade. E citou que, em 2025, 3,7 milhões mulheres foram vítimas de violência doméstica no Brasil.
“São índices inaceitáveis. A denúncia é o melhor canal, convido todas que se juntem a nós e façam parte desse combate”, enfatiza.
Carolini alerta que a sociedade normaliza a violência doméstica, o que acaba contribuindo para os altos índices. “Continuamos falando que em briga de marido de mulher não se mete a colher. E isso está muito errado. Temos que nos meter e denunciar”, afirma.
Segundo a delegada, trabalhar na área da segurança pública trouxe muitos desafios em sua vida pelo fato de ser mulher em um ambiente predominantemente masculino. Mas encarou as adversidades e conseguiu conquistar o seu espaço, atitude que recomenda a todas as mulheres: “Cada mulher representa uma luta. Pôr isso, nunca desistam dos seus sonhos, não aceitem menos do que merecem”.