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SEGURANÇA

Investigados pela morte do Cão Orelha são alvos de mandados da Polícia Civil de SC

Durante a operação, foram cumpridos mandados em residências de adolescentes suspeitos e também nas casas de seus responsáveis legais

26/01/2026 12h24 | Atualizada em 26/01/2026 21h59 | Por: Redação Folha Regional
Divulgação/Folha Regional

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) da Capital, deflagrou na manhã desta segunda-feira (26) uma operação para o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados ao caso de maus-tratos contra o cão Orelha. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Operações com Cães – COPC e ocorreu em Florianópolis.

Os mandados foram expedidos no âmbito das investigações que apuram atos infracionais de maus-tratos a animais e outros ilícitos supostamente praticados por adolescentes, e o crime de coação no curso do processo, envolvendo fatos registrados na região da Praia Brava. As diligências tiveram como objetivo a preservação de elementos de prova para os procedimentos policiais.

Durante a operação, foram cumpridos mandados em residências de adolescentes suspeitos e também nas casas de seus responsáveis legais. Além disso, foram realizadas buscas em endereços ligados a adultos investigados por suposta coação relacionada ao andamento do processo. Aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por análise. Na data de hoje, diversas pessoas estão sendo ouvidas a respeito.

De acordo com a investigação conduzida pela DPA e pela DEACLE, quatro jovens foram identificados como suspeitos da prática dos atos infracionais de maus-tratos. Paralelamente, a Polícia Civil também identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação e que são familiares dos adolescentes suspeitos.

Os investigados estão sendo ouvidos nesta segunda-feira para prestar esclarecimentos sobre os fatos. Finalizados os procedimentos na Polícia Civil, serão remetidos ao Poder Judiciário, inclusive para apreciação do Ministério Público.

Quem era Orelha?

A Praia Brava tem três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Orelha era um deles. “Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, contou o aposentado Mário Rogério Prestes, que acompanhava de perto os animais.

Além de conviver com os moradores, Orelha também interagia com outros cães do bairro. A empresária Antônia Souza, tutora da cadela Cristal, explicou que gostava de passear com a cachorra pela região e encontrar os demais animais.

“Eles conviviam com a gente. Eles tinham uma vida na Praia Brava. Todo mundo que mora aqui, ou vem com frequência, sabe de quem estamos falando: os ‘pretinhos’”, afirmou.

Em nota divulgada na sexta-feira (17), a Associação de Moradores da Praia Brava destacou o papel afetivo do animal.

“Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado espontaneamente pela comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém muito querido, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que aqui vivem.”
Um dos animais, o cachorro Orelha, sofreu agressões na região da cabeça, vindo a óbito durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso.
 

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