Polícia Civil encontrou hormônios injetáveis e anabolizantes em ação conjunta com órgãos de vigilância sanitária
Foto: Polícia Civil Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina resultou na apreensão de cerca de R$ 1 milhão em medicamentos irregulares e na interdição de quatro locais ligados a uma farmácia de manipulação na região continental de Florianópolis.
A ação ocorreu na terça-feira (27) e contou com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária Estadual.
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Durante a operação, batizada de Operação Remédio Amargo, foram encontrados medicamentos injetáveis considerados de alto valor, além de substâncias comercializadas de forma irregular. Entre os produtos apreendidos estão os chamados “chips da beleza”, implantes hormonais inseridos no corpo com promessas de melhora estética, aumento de desempenho físico e tratamento de sintomas como fadiga e menopausa.
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As imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram ainda a apreensão de tadalafil, medicamento indicado para o tratamento da disfunção erétil e de sintomas da hiperplasia prostática benigna, além de oxandrolona, um esteroide anabolizante utilizado para ganho de peso e massa muscular ou em tratamentos ligados ao metabolismo.
Segundo a polícia, os medicamentos estavam sendo manipulados e armazenados de forma irregular, sem o cumprimento das normas sanitárias exigidas para esse tipo de produto.
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As investigações tiveram início após uma denúncia apontar falhas graves no processo produtivo da empresa, além de irregularidades administrativas.
Com base nas informações levantadas, a Polícia Civil obteve autorização judicial para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços utilizados para produção, armazenamento e administração da farmácia.
De acordo com a corporação, a empresa distribuía medicamentos em larga escala para diversos estados brasileiros.
Diante das irregularidades constatadas e do risco à saúde pública, todos os locais vistoriados foram interditados pelas autoridades sanitárias. Os materiais apreendidos foram recolhidos no âmbito do inquérito policial e permanecem sob custódia, aguardando autorização judicial para destruição.
A operação também contou com o apoio de peritos da Polícia Científica. As investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades e a extensão das irregularidades.