Classificada como "péssima" pelo CNJ, unidade abriga quase o dobro da capacidade permitida
Foto: Redes sociais/Reprodução O assassinato do detento Ramon de Oliveira Machado, de 31 anos, colocou sob os holofotes a crise estrutural enfrentada pelo Presídio Regional de Araranguá, no Sul de Santa Catarina.
Atualmente, a unidade é classificada com o conceito "péssimo" no painel de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reflexo de uma estrutura defasada e do excesso de internos.
Construído na década de 1990, o presídio localizado no bairro Polícia Rodoviária não acompanha a evolução da demanda do sistema carcerário. Segundo a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, a unidade está fora dos padrões atuais.
Capacidade oficial: 244 vagas.
População atual: Cerca de 470 detentos.
O CNJ aponta a inexistência de enfermaria, espaços para práticas esportivas, locais para assistência religiosa ou oficinas de trabalho.
Para solucionar o problema, o Governo do Estado já deu início à construção de uma nova estrutura nos fundos da atual unidade.
Com um investimento de R$ 54 milhões, a obra executada pela construtora Camilo e Ghisi terá mais de 10,4 mil metros quadrados.
O novo projeto segue um padrão industrial, focado na reabilitação social e com capacidade ampliada para 686 vagas. O espaço terá áreas destinadas especificamente para trabalho e educação e operará em um modelo que reduz o contato direto entre servidores e apenados.
A licitação prevê que a estrutura antiga, de 3,1 mil m², seja totalmente demolida assim que o novo complexo for inaugurado.