Pais foram até o quartel após recém-nascido sofrer obstrução grave das vias aéreas; militares agiram rápido e reverteram o quadro
Foto: Reprodução Um verdadeiro milagre mobilizou a guarnição de serviço do 8º Batalhão de Bombeiros Militar na cidade de Braço do Norte. Um bebê lactente de apenas cinco dias de vida foi salvo pelos socorristas após sofrer um quadro severo de OVACE (Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho), popularmente conhecido como engasgamento grave.
O caso aconteceu exatamente aos dois minutos da madrugada de sexta-feira (22). Os pais do recém-nascido perceberam que a filha não conseguia respirar. Diante da gravidade da situação, o casal colocou a criança no veículo da família e correu em direção à sede do Corpo de Bombeiros.
O veículo chegou em frente ao quartel buzinando insistentemente para chamar a atenção da equipe de plantão. Ao saírem para verificar o que ocorria, os militares se depararam com a mãe em estado de choque trazendo a pequena bebê nos braços, já sem conseguir expelir o ar.
A reação da equipe foi imediata. O Cabo BM Melo pegou a menor diretamente das mãos da mãe e deu início aos protocolos internacionais de desobstrução de vias aéreas em lactentes, executando de forma precisa a manobra de tapotagem (leves pancadas firmes na região das costas com a criança inclinada para baixo). O procedimento foi auxiliado passo a passo pelo Cabo BM Michel.
Após ciclos sucessivos da manobra técnica, os bombeiros obtiveram sucesso total na desobstrução. A recém-nascida voltou a expelir o corpo estranho que causava o bloqueio, recuperou a cor natural da pele, restabeleceu o fluxo respiratório e apresentou sinais vitais completamente normalizados, manifestando apenas uma leve sonolência típica após episódios de hipóxia (falta de oxigenação).
Com o sucesso do procedimento e o susto contornado, os cabos Melo e Michel atuaram também para acalmar os pais, que estavam abalados com o risco de morte da filha.
Logo após a estabilização da menina, ela foi devolvida ao colo da mãe. A família foi acomodada na ambulância do Corpo de Bombeiros e conduzida até a unidade hospitalar da região para passar por uma avaliação clínica e exames médicos de rotina.