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COLUNISTAS

Sucessão Patrimonial: Como planejar e quais impostos pesam no processo

09/12/2025 22h02 | Atualizada em 09/12/2025 22h02 | Por: Guilherme Crema

A sucessão patrimonial é um tema muitas vezes adiado, mas cada vez mais relevante para famílias que buscam proteger o patrimônio e evitar surpresas financeiras no futuro. Além da organização dos bens, compreender os custos envolvidos — especialmente os impostos — é fundamental para evitar que o herdeiro receba menos do que o planejado.  

O principal imposto no processo sucessório é o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), cobrado pelos Estados quando ocorre herança ou doação. As alíquotas variam de Estado para Estado, mas hoje ficam entre 2% e 8%, podendo aumentar nos próximos anos, já que há discussões para unificar ou ampliar limites após a reforma tributária. Em patrimônios maiores, esse impacto pode ser significativo, especialmente quando existe baixa liquidez para pagamento do imposto.

Outro ponto importante é o custo de inventário, que inclui honorários advocatícios, taxas judiciais e eventuais atualizações ou regularizações de bens. Dependendo da complexidade familiar ou do volume patrimonial, o processo pode se tornar longo e caro — e, em alguns casos, demandar a venda emergencial de ativos, como imóveis, para pagamento das despesas.

Por isso, cada vez mais famílias buscam alternativas como doações em vida, que permitem organizar a transmissão gradual do patrimônio, muitas vezes com menos burocracia. Outra ferramenta muito utilizada é a holding patrimonial, que facilita a gestão dos bens, reduz conflitos e pode otimizar a sucessão, evitando o inventário sobre determinados ativos. Em investimentos financeiros, produtos como previdência privada (VGBL/PGBL) e determinados tipos de seguros também se destacam, pois não entram no inventário e chegam aos beneficiários com maior rapidez.

Planejar sucessão não é apenas questão tributária, mas sim de proteção familiar e continuidade do patrimônio. Elaborar um plano estruturado reduz custos, protege herdeiros e garante que a transferência ocorra conforme o desejo do titular — sem pressões, conflitos ou perdas inesperadas.

No fim, sucessão patrimonial é mais do que pensar no futuro: é organizar o presente para que o patrimônio trabalhe de forma eficiente entre gerações.

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