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Psicologia no esporte: Garra e paciência para japonês ver

Por Marcos Madeira

O futebol é, antes de tudo, um teste psicológico. É a verdade! Veja só o caminho da emoção dentro de uma concepção neurológica: o cérebro libera muita dopamina (o hormônio da recompensa) quando o time faz um gol ou joga bem. Já os "neurônios-espelho" entram em ação, e você sente no próprio corpo o movimento do jogador, como se você estivesse chutando a bola. Se o jogo está tenso, o cérebro descarrega cortisol e adrenalina, acelerando o coração e dando aquela sensação de sofrimento e ansiedade. Libera ainda a ocitocina (o hormônio do afeto), conectando você aos outros torcedores, criando um sentimento forte de abraço, união e família.

Se a psicologia esportiva nos ensina algo valioso, é que o sucesso não nasce no primeiro estalar de dedos. Ele é fruto da mistura fina entre foco absoluto e humildade. É ter a sabedoria de entender que errar faz parte da jornada, mas que o acerto sempre aparece para quem insiste.

O relógio corre, a pressão aumenta, e é exatamente aí que a mágica da vitória acontece. Para cuidar de nervos à flor da pele do time, a liderança experiente de Carlo Ancelotti faz toda a diferença. O homem exala a calma e a elegância de quem já viu de tudo no mundo da bola. Enquanto o estádio ferve e o mundo parece desabar, ele apenas ergue aquela sua famosa sobrancelha com serenidade. Essa paz transmite ao grupo a certeza de que o plano vai funcionar.

É o tipo de liderança que abraça o erro como aprendizado, corrige rumos com afeto e potencializa a raça de cada atleta. Sob seu comando, a equipe aprendeu a cadenciar a alma. Coisa que brasileiro conhece bem. Quase uma característica psicológica: o ato inabalável de acreditar! E mesmo nos momentos mais difíceis, quando o placar aperta e o pessimismo ronda, a gente liga o botão da esperança. É esse o combustível de fé que nos move.

Foi com essa postura resiliente, unindo técnica à força mental, que dobramos a disciplina tática e superamos o Japão. Uma vitória linda que lavou a alma e provou que equilíbrio emocional e gingado ditam o ritmo do jogo.

A psicologia do esporte nos mostra que a Seleção amadurece sua postura a cada batalha, transformando a ansiedade em vontade. Que venha o próximo desafio. Sigamos em frente, jogo a jogo, em direção ao hexa.

Marcos Madeira
Marcos Madeira

Um espaço para explorar os mistérios da mente humana, compreendendo comportamentos, emoções e pensamentos que nos movem.

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