O prefeito de Tubarão, Estêner Soratto (PL), voltou da Europa no “220”, como se diz na gíria. Na primeira reunião de secretariado, pós-viagem, pagou geral, em especial àqueles que não atendiam a contento os vereadores. Os nobres edis da base aliada usavam isso de muleta pra não defender o governo nas sessões da Câmara como deveriam. Caras de pau diante do espaço gigantesco que todos têm na administração municipal, mas o efeito foi instantâneo. Já na primeira sessão, no mesmo dia, depois do “esporro” nos secretários, quase todos utilizaram a tribuna para defender, elogiar, enaltecer a gestão. Depois disso, Soratto fez um vídeo duro sobre o lixo, deixando entender que uma “máfia” atuava no setor, em Tubarão. A declaração provocou a ira do vereador e ex-prefeito interino Gelson Bento (Progressistas), que, em outras palavras, mas com dedo em riste, disse que o município está pagando mais caro atualmente do que quando operava com a antiga concessionária. Digamos que é um Soratto “mais Bolsonaro” e “menos PSDB”. Vai continuar assim? Tomara.
Os ingratos
A ingratidão é um privilégio dos fracos e covardes. É bíblico. Daqueles que se elegeram com a bandeira da direita, a bandeira do 22, na Amurel, poucos usaram as redes sociais para prestar apoio ao ex-presidente Bolsonaro, que teve a prisão preventiva decretada no último sábado. Não que isso fosse mudar o estado de exceção que estamos vivendo, mas é bom saber em que lado os políticos da região estão. Os prefeitos Soratto (tô falando que ele voltou “on fire”) e Lauro Boeing (MDB), de Tubarão e BN respectivamente; o vice-prefeito de Armazém, Penacho (PL); a presidente da Câmara de BN, Pamelys Barros (PL), e um ou outro vereador. Nada contra, cada um tem o posicionamento político que bem entende. Só pra deixar registrado mesmo, e a população lembrar nas próximas eleições.
Pesquisa Futura em SC
Uma nova pesquisa eleitoral foi divulgada, pelo Instituto Futura, para a corrida eleitoral em SC. Para o governo do Estado, nenhuma surpresa. O atual governador, Jorginho Mello (PL), nada de braçada e fica com mais de 10% a mais da soma dos outros candidatos. No Cenário 1, Jorginho Mello tem 47,2%; João Rodrigues (PSD), 14,2%; Décio Lima (PT), 11,9%; Adriano Silva (Novo), 6,6% e os outros candidatos com pouco mais de 1% cada. No Cenário sem o prefeito de Joinville, o chefe do Executivo catarinense aumenta ainda mais a vantagem. Pro Senado, uma surpresa. Esperidião Amin lidera com 47%, seguido de Carlos Bolsonaro, 34% e Carol De Toni, 33%. O petista Décio Lima faz 20% em todos os cenários. A pesquisa Futura/Apex entrevistou 844 eleitores catarinenses com 16 anos ou mais entre os dias 14 e 19 de novembro de 2025, apresentando margem de erro de 3,4 pontos percentuais (p.p.), com índice de confiança de 95%.
Negoção
Acusado na CPMI do INSS de inspirar o esquema que roubou inativos a fim de substituir a fabulosa “contribuição” obrigatória, o sindicalismo brasileiro virou negócio rentável e proliferou como chuchu na serra: eram 17 mil e caiu para 15 mil, incluindo federações e confederações, após a Reforma Trabalhista. Na China, 1,4 bilhão de habitantes, são 1.713. Nos EUA, berço do capitalismo selvagem, 7 mil, segundo o Bureau of Labor Statistics. Na Alemanha, de sindicalismo forte, não passam de 100. Você sabe quem paga essa mamata né!? Os dados são do Diário do Poder.

Política
Nunca ‘café com leite’, sempre contundente. Esta é receita imbatível de Niltinho Veronesi para a sua coluna política, que destrincha os bastidores e traz ao público informações exclusivas, sempre com sua opinião firme e irreverente