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COTIDIANO

[VÍDEO] Cerco histórico de tainha cobre a areia e atrai multidão em Itapirubá

Captura realizada na manhã deste domingo (24) em Imbituba pode ter chegado a 50 toneladas de pescado

Imbituba, 24/05/2026 19h39 | Atualizada em 25/05/2026 08h53 | Por: Redação Folha Regional
Foto: Reprodução

A praia de Itapirubá Norte, em Imbituba, amanheceu em clima de celebração e fartura na manhã deste domingo (24). Um cerco monumental de tainhas cobriu uma longa faixa de areia da orla, formando o que os moradores locais e pescadores descreveram como uma verdadeira "montanha de pescado". 

Imagens e vídeos do feito impressionante viralizaram rapidamente na região.

Movimentação na madrugada

A captura histórica aconteceu logo cedo, por volta das 6h, quando as redes começaram a ser puxadas em direção à praia. O volume absurdo de peixes retirados do mar chamou a atenção de quem passava pelo local e gerou diferentes estimativas sobre o peso total do cerco, já que não houve um balanço oficial imediato das autoridades pesqueiras.

Enquanto páginas locais apontavam uma captura expressiva de 20 a 30 toneladas, testemunhas e pescadores que ajudaram a puxar as redes estimavam que o volume pudesse oscilar entre 40 e 50 toneladas de pescado. 

Um dos responsáveis pela coordenação do lanço calculou, de forma preliminar, cerca de 50 mil peixes capturados de uma só vez, número que outros trabalhadores do rancho acreditavam ser ainda maior devido à extensão do cardume na beira-mar.

A cena na praia de Itapirubá Norte impressionou pela organização comunitária. Dezenas de caixas de isopor foram espalhadas pela areia para armazenar o pescado, enquanto uma longa fila de moradores e turistas se formava ao longo de dezenas de metros para registrar o momento e garantir o peixe fresco. "É peixe que não acaba mais", resumiu um dos homens que filmava o amontoado prateado na orla.

Comércio aquecido

A movimentação financeira começou na própria areia da praia, atraindo compradores de diversas localidades. De acordo com relatos colhidos no local, os pescadores ofereceram o peixe no atacado pelo valor fechado de R$ 200 por caixa de isopor cheia. Já para quem preferia comprar no varejo para o almoço de domingo, o quilo da tainha limpa ou inteira foi anunciado com valores variando entre R$ 17 e R$ 25.

A procura foi tão intensa que, antes mesmo do final da manhã, uma parte significativa de todo o pescado recolhido já havia sido comercializada e acomodada em caminhões de transporte de carga para distribuição em peixarias e mercados da região.

Tradição costeira no Sul

A pesca da tainha é reconhecida como uma das atividades mais tradicionais do litoral de Santa Catarina, marcando o calendário econômico e social das comunidades pesqueiras da Amurel durante o outono e o inverno. O avanço dos cardumes pelas águas frias do Sul funciona como uma engrenagem essencial para a subsistência de centenas de famílias que dependem da pesca artesanal de arrasto de praia.

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