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COTIDIANO

Alexandre de Moraes nega pedido de Bolsonaro e mantém depoimento à PF na quinta-feira

Segundo a defesa, o ex-presidente somente deverá prestar depoimento quando tiver acesso integral às provas no processo

19/02/2024 21h35 | Por: Redação Folha Regional

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes negou pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para adiar seu depoimento à Polícia Federal (PF) no caso que apura uma suposta organização criminosa para elaborar um golpe de Estado.

Segundo Moraes, o investigado não tem razão ao afirmar que não lhe foi garantido o acesso integral a todas as diligências e provas juntadas aos autos, “bem como, não lhe compete escolher a data e horário de seu interrogatório”.

Bolsonaro foi intimado a comparecer à PF nesta quinta-feira, dia 22, para prestar esclarecimentos sobre a suposta trama golpista. Mais cedo, os advogados do ex-presidente pediram o adiamento do depoimento, afirmando que ele “opta, por enquanto, pelo uso do silêncio”. Segundo a defesa, o ex-presidente somente deverá prestar depoimento quando tiver acesso integral às provas no processo.

Em sua decisão, Moraes diz que não há qualquer impedimento para a manutenção da data agendada para o interrogatório, uma vez que os advogados do investigado tiveram integral acesso aos autos.

O ministro também afirma que, embora a Constituição Federal consagra o direito ao silêncio e o privilégio contra a autoincriminação, não é permitido ao investigado ou réu se recusar a participar de atos procedimentais ou processuais futuros, que poderão ser estabelecidos legalmente dentro do devido processo legal.
"Dessa maneira, será o investigado quem escolherá o ‘direito de falar no momento adequado’ ou o ‘direito ao silêncio parcial ou total; mas não é o investigado que decidirá prévia e genericamente pela possibilidade ou não da realização de atos procedimentais ou processuais, durante a investigação criminal ou a instrução processual penal", aponta Moraes.  

Bolsonaro é um dos alvos na Operação Tempus Veritatis, deflagrada há quase duas semanas pela PF. Ele teve o passaporte apreendido e foi proibido de se comunicar com os demais investigados.

O ex-presidente será ouvido na condição de investigado e neste caso poderá ficar em silêncio ou mesmo deixar de comparecer.

Bolsonaro é acusado de articular junto com militares e ex-integrantes do Executivo para tentar anular o resultado da eleição que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se manter no poder. Buscas realizadas pela polícia encontraram uma minuta golpista na sede do PL, em Brasília, onde o ex-presidente despachava como presidente de honra da agremiação.

No próximo dia 25, Bolsonaro convocou um ato na Avenida Paulista, em São Paulo.
 

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