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COTIDIANO

Associação dos Magistrados emite nota sobre suspeição dos 9 juízes da Comarca de Tubarão

Conforme a nota da Associação, as declarações de suspeição dos juízes demonstra lisura e imparcialidade. Tribunal de Justiça instaurou procedimento para apurar a motivação dos magistrados

19/07/2023 14h37 | Atualizada em 20/07/2023 08h10 | Por: Redação Folha Regional

A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) emitiu uma nota oficial após o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) se posicionar sobre sucessivas declarações de suspeição registradas na comarca de Tubarão.

Os nove juízes da Comarca declararam suspeição para julgar o processo contra o ex-prefeito do município Joares Ponticelli e o ex-vice Caio Tokarski, réus na Operação Mensageiro. 

Conforme o TJ, a declaração de suspeição, por parte dos magistrados é expediente admitido pela legislação de regência e, decorrendo de circunstância de foro íntimo, dispensa justificativa. Porém, com a inusitada situação verificada nos últimos dias, em que todos os juízes da mesma comarca declararam-se suspeitos para atuar no processo do ex-prefeito e vice de Tubarão, a Presidência do Tribunal de Justiça e a Corregedoria-Geral da Justiça estão instaurando procedimento para apurar os fatos e a efetiva motivação dessas sucessivas e pontuais declinações da atividade jurisdicional.

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TJ vai apurar sucessivas declarações de suspeição nos processos de Joares e Caio em Tubarão

Em nota, o juiz presidente da AMC, Marcelo Pizolati, declara que a suspeição dos juízes demonstra lisura e imparcialidade. “Todo cidadão tem o direito de um julgamento imparcial e justo. Por isso, o ordenamento jurídico brasileiro prevê os mecanismos de suspeição e de impedimento. Ambos constam na normatização processual há décadas e são utilizados rotineiramente na atividade judicante quando há algum tipo de relação, seja de familiaridade, amizade ou inimizade, entre o Magistrado e alguma das partes ou algum dos advogados envolvidos no processo. Pelo elevado número de partes e atores judiciais envolvidos no caso em questão (nove réus e mais de 20 advogados), coincidentemente houve a suspeição, cuja declaração, pelos nove Magistrados, apenas demonstra a lisura e o desejo de absoluta imparcialidade e independência nos julgamentos - fato que igualmente reforça a inexistência de qualquer imiscuidade entre os Poderes locais, até porque, conforme registrado, a suspeição pode ocorrer até mesmo pela inimizade, seja com as partes ou com os advogados que a representam”, diz. 
 

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Ele reforça que a “Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) confia na correção da atuação dos Magistrados e destaca que qualquer insinuação em contrário não passa de especulação leviana. Ainda, corrobora as informações prestadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que certamente garantirá a ordinária tramitação e o julgamento do processo sem qualquer prejuízo às partes envolvidas.” 

Com a suspeição de todos os juízes da Comarca de Tubarão, a juíza Gabriella Matarelli Calijorne Daimond Gomes, titular da 2ª Vara da Comarca de Jaguaruna, foi designada nesta terça-feira, dia 18, pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para atuar no julgamento do processo contra o ex-prefeito de Tubarão Joares Ponticelli e o ex-vice Caio Tokarski, réus na Operação Mensageiro.

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