A audiência promovida pelo MPSC ouviu os prefeitos dos três municípios e resultou na formação de um comitê com forças de segurança para realizarem vistorias em todas as escolas
A 1ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna promoveu uma audiência extrajudicial na Câmara de Vereadores para debater a adoção de políticas públicas para ações de segurança em escolas e creches dos municípios integrantes da comarca de Jaguaruna.
A audiência foi realizada após o Ministério Público instaurar um procedimento para acompanhar e fomentar as políticas públicas voltadas para o enfrentamento da violência no ambiente escolar.
Participaram do ato o juiz de direito, diretor do foro e titular da vara da infância e juventude, prefeitos de Jaguaruna, Sangão e Treze de Maio; vereadores de Jaguaruna e Treze de Maio; comandante da Polícia Militar; delegado de Polícia; representante dos Bombeiros Voluntários, conselheiras tutelares dos três municípios; secretárias de Educação dos três municípios; secretários e Diretora de Obras e Planejamento Urbano dos três municípios, assessores jurídicos e psicólogos da área da educação.
O prefeito de Jaguaruna, Laerte Silva dos Santos, Castilho Vieira, de Sangão, e Neném Bardini, de Treze de Maio, apresentaram as ações e estratégias de segurança que estão em andamento em seus municípios.
Após discussões, ficou ajustado entre as autoridades que para situações de possíveis agressões externas, será montado um comitê com integrantes da polícia militar, polícia civil, corpo de bombeiros e técnicos de planejamento urbano e obras para realizarem vistoria em todas escolas e elaborarem laudo identificando pontos vulneráveis.
Para possíveis situações de lesões internas, serão realizadas reuniões de rede de proteção à crianças e aos adolescentes para construção de mecanismos de identificação e soluções de violência e isolamento de estudantes.
Para situações de comunicações de ameaças, com propagação do medo e pânico, ficou ajustado que se trabalhará com a comunidade para, ao invés de propagarem notícias nas redes sociais, comunicarem os órgãos de segurança para viabilizar investigação e veracidade das informações com adoção de medidas para contenção.
A contratação de coordenadores de segurança nas escolas e criação de núcleos de segurança em cada escola também foi debatida.
Uma das questões também levantadas foi sobre a entrada de pessoas não autorizadas nas unidades de ensino e novas tecnologias disponíveis para monitoramento dos locais.