O primeiro sobrevoo da temporada do Programa de Monitoramento de Cetáceos também constatou a presença das baleias-francas em outras cidades, como Jaguaruna
Mariana Silvano/Porto de Imbituba/Divulgação/Folha Regional O primeiro sobrevoo da temporada 2023 do Programa de Monitoramento de Cetáceos, neste domingo, dia 23, registrou 61 baleias-francas na costa catarinense. A observação aérea percorreu toda a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, desde Florianópolis até Balneário Rincão, incluindo Laguna e estendendo-se até Torres, no Rio Grande do Sul.
Realizado pela SCPAR Porto de Imbituba, a varredura contou com a participação de equipe de biólogos e oceanógrafos da Acquaplan e do Instituto Australis.
Foi constatada a presença de 26 pares de fêmeas acompanhadas de filhotes (FeFis) e 9 adultos sozinhos (Ad). As cidades com maior número de avistagens foram Jaguaruna (8 Fefis e 3 Ad), Imbituba (9 FeFis), Balneário Rincão (3 FeFis e 2 Ad) e Araranguá (4 Fefis). Também foram observadas baleias em Laguna (4 Ad), Balneário Gaivota (1 FeFi) e Garopaba (1 FeFi), além de alguns golfinhos e toninhas ao longo do sobrevoo.
Para Camila Amorim, oceanógrafa da SCPAR Porto de Imbituba, o sobrevoo realizado neste domingo foi importante pois foram avistadas muitas baleias ao sul da Área de Proteção Ambiental. Conforme Amorim, “pode ser observado que muitas baleias-francas ainda estão vindo para a região mais centro-norte da APA, em um movimento de início de temporada”.
A presença desses cetáceos é histórica na região, que serve de berçário para a procriação e cuidados dos novos filhotes. O monitoramento aéreo tem o objetivo de fazer a contagem desses mamíferos marinhos, verificar a composição e localização dos grupos e fotografar os indivíduos para posterior identificação. Este reconhecimento é possível pois cada baleia-franca possui calosidades em sua região da cabeça que servem como digitais, permitindo saber se os animais retornam em temporadas seguintes.
Estão previstos dois novos sobrevoos: o próximo em setembro e o último em novembro, mês em que também finaliza a observação terrestre.