Caso é considerado isolado, sem relação com outros registros da doença”, como o surto no cruzeiro que saiu da Argentina
Foto ilustrativa Um homem de 46 anos de Minas Gerais foi a primeira vítima de hantavírus no Brasil em 2026. A confirmação ocorreu neste domingo (10), mas o homem morreu em fevereiro em Carmo do Paranaíba.
Ele apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. Para a Secretaria de Estado de Saúde, este é um “caso isolado, sem relação com outros registros da doença”, como o surto no cruzeiro que saiu da Argentina.
Ao menos sete casos de hantavírus foram confirmados no Brasil neste ano, mas nenhum tem ligação com o genótipo Andes, variante associada ao surto no cruzeiro. Um dos casos foi registrado em Santa Catarina, mas também sem relação com o cruzeiro.
Em 2025, foram confirmados 35 casos no Brasil. Em Minas Gerais, onde a morte aconteceu, foram seis casos e quatro óbitos.
A hantavirose é uma síndrome febril aguda e os sintomas iniciais são semelhantes aos de outras doenças febris agudas, como leptospirose e dengue. Os sintomas são febre, mialgia, dor nas articulações, dor de cabeça, dor lombar e abdominal e sintomas gastrointestinais.
A doença é contraída, principalmente, pelo ar. Isso porque a urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados pelo vírus geram aerossóis que, se em contato com humanos, podem transmitir a doença.
Os roedores silvestres conhecidos como rato da mata, Akodon sp, e ratinho do arroz, Oligoryzomys sp, diferenciam-se dos roedores maiores encontrados mais frequentemente em ambientes urbanos, como a ratazana e o rato de telhado.