Prefeito de Chapecó oficializou renúncia para o dia 31 em reunião com cúpula estadual
Foto: Adjori O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), confirmou na tarde desta quinta-feira (26) que renunciará ao comando da prefeitura no próximo dia 31 para disputar o cargo de governador de Santa Catarina.
O anúncio foi feito após uma reunião de cúpula que uniu o PSD ao PP, MDB e União Brasil, formando uma coalizão de peso para enfrentar o atual governo. Durante a coletiva, Rodrigues classificou o desafio como uma missão difícil, mas aceitou a convocação dos partidos aliados, definindo o embate que se aproxima como uma campanha do "tostão contra o milhão" em alusão à estrutura da máquina pública estadual.
A demonstração de força política contou com a participação de figuras centrais da política catarinense, muitas delas com forte base eleitoral no Sul do estado. Estiveram presentes o senador Esperidião Amin, presidente estadual do PP, e o deputado Carlos Chiodini, que comanda o MDB em Santa Catarina.
O encontro também reuniu nomes de peso como o ex-governador Eduardo Moreira, o presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia, e o ex-governador Raimundo Colombo, além dos presidentes estaduais Fabio Schiochet (União Brasil) e Eron Giordani (PSD).
João Rodrigues iniciou sua fala com críticas diretas ao governador Jorginho Mello (PL), acusando-o de exercer pressão sobre líderes partidários para forçar alianças em torno de seu projeto de reeleição. Segundo o pré-candidato ao Governo, as movimentações do Centro Administrativo não foram capazes de afastar o grupo de oposição, que se manteve unido em torno de um projeto alternativo.
O tom adotado por Rodrigues indica uma campanha de confronto direto, focada na independência das siglas envolvidas na coligação.
A engenharia política para a eleição já apresenta definições claras, com João Rodrigues encabeçando a disputa ao Governo e o senador Esperidião Amin buscando a recondução ao Senado Federal.
A vaga de vice-governador foi formalmente reservada para o MDB, e o deputado Carlos Chiodini afirmou que lutará internamente para que o partido indique um nome e homologue a aliança. Enquanto isso, a segunda vaga para o Senado permanece em aberto.