No aguardo de posição do IMA, ofício será enviado ao Governo do Estado solicitando celeridade no processo
Divulgação/Folha Regional Em reunião da Comissão de Acompanhamento de Projetos para a contenção de cheias na bacia do Rio Tubarão, com a participação do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, ficou definido o envio de um ofício ao Governo do Estado solicitando respostas em relação ao projeto.
A reunião ocorreu na última semana. Uma posição formal do Instituto do Meio Ambiente (IMA), solicitada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura, está sendo aguardada para o seu desdobramento.
O objetivo da iniciativa, que deve contar com o apoio dos deputados da região, é agendar uma audiência com o IMA, em Florianópolis, para esclarecer informações sobre o projeto, que deve ser atualizado. O documento será finalizado no início desta semana e, logo que aprovado pela comissão, será protocolado no governo.
O presidente da Amurel e prefeito de Laguna, Samir Ahmad, destaca a importância da articulação política entre as esferas governamentais para se conseguir buscar recursos que garantam a viabilização da obra. “Cada ente precisa fazer a sua parte – nos âmbitos regional, estadual e federal. Precisamos estar alinhados para poder avançar. Espero que possamos avançar nesse processo”, afirma.
Muitos dados estão defasados, afirma Claudemir de Souza Santos
O presidente do Comitê, Woimer José Back, relembra os esforços em busca de apoio para que o projeto saia do papel. “A redragagem não é a única necessidade que temos na bacia, mas é urgente, pois precisamos prevenir consequências piores nas próximas cheias que poderão ocorrer. Além disso, precisamos ampliar os estudos para que o Complexo Lagunar também seja contemplado, em face dos diversos problemas que já afetam as populações do seu território”, frisa.
Informações do atual cenário apontadas pelo coordenador da comissão, engenheiro Claudemir de Souza Santos, salientam que a atualização do projeto de redragagem também é fundamental, uma vez que muitos dados estão defasados. A batimetria (medição da profundidade do rio), por exemplo, realizada em 2012, já não serve mais como referência, em razão do contínuo processo de assoreamento do curso d’água.