Assunto será pauta da assembleia geral marcada para esta quinta-feira. A proposta tem como objetivo evitar que municípios encaminhem cães abandonados para outras cidades
Divulgação/Folha Regional Os prefeitos dos 18 municípios da região da Amurel participarão da assembleia geral ordinária nesta quinta-feira (30) na sede da associação em Tubarão. Entre as pautas da reunião está a proposta de criação de um Centro de Zoonoses em cada município.
Segundo o diretor executivo da Amurel, Celso Heidemann, o assunto será discutido após solicitação da Câmara de Capivari de Baixo. Em março, o vereador Pedro Medeiros Camilo apresentou requerimento solicitando que o presidente da Amurel organizasse uma reunião com os prefeitos para tratar da criação e implantação de Centros de Zoonoses em cada município da região.
De acordo com o vereador, a proposta tem como objetivo evitar que municípios encaminhem cães abandonados para outras cidades - prática que tem gerado transtornos constantes, sobrecarga dos serviços públicos e conflitos entre os entes municipais. Além da implantação de um Centro de Zoonoses em cada município, o vereador também solicitou que os prefeitos discutam a realização de microchipagem de cães.
Conforme o requerimento, a falta de Centros de Zoonoses em alguns municípios faz com que animais abandonados sejam levados para cidades vizinhas, causando problemas administrativos e sociais. “Se cada município possuir seu próprio Centro de Zoonoses, essa situação será resolvida, garantindo responsabilidade individual, melhor controle da população animal e respeito entre os municípios da região”, diz o vereador.
Tubarão terá censo animal
Em Tubarão, foi assinado um convênio entre o município e a UniSul para a realização de um censo de cães e gatos, com foco especial nos animais em situação de rua. O objetivo é mapear a população animal da cidade, identificando a quantidade, a distribuição por bairros e as condições de saúde.
Com esses dados, o município poderá agir de forma mais rápida e eficiente: ao encontrar um animal na rua, será possível encaminhá-lo diretamente para castração e vacinação, contribuindo para o controle populacional e a prevenção de doenças.
A iniciativa integra uma estratégia baseada em três frentes: o censo animal, o programa de castração e as ações de educação nas escolas, desenvolvidas em parceria com o curso de Medicina Veterinária da UniSul.
O professor e coordenador do Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Silvestres (CEPTAS), Rodrigo Ávila Mendonça, destaca que o levantamento permitirá um planejamento mais eficiente. “O censo de cães de rua vem com o intuito de sabermos exatamente quantos animais nós temos hoje no município que são errantes, para que a prefeitura possa traçar estratégias e fazer o controle populacional com as castrações bem direcionadas”, explica Mendonça.