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COTIDIANO

Defasagem da gasolina chega a 18% e acende alerta para reajuste

O último reajuste realizado pela Petrobras foi há mais de 3 meses, em dezembro de 2023

12/04/2024 10h25 | Por: Redação Folha Regional

A defasagem dos preços dos combustíveis vendidos no Brasil em relação ao mercado internacional acendeu um alerta para a necessidade de um reajuste da gasolina num futuro próximo, com as cotações do barril de petróleo novamente na casa dos US$ 90 e o dólar em trajetória de alta. 

Um relatório divulgado pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) nesta semana apontou que a gasolina comercializada pela estatal tem diferença de 18% (R$ 0,60) ante o Preço de Paridade de Importação (PPI). No caso do óleo diesel, a diferença nos preços está em 12%, em R$ 0,48 por litro.

O último reajuste realizado pela Petrobras foi há mais de 3 meses, em dezembro de 2023, quando reduziu o preço do diesel em R$ 0,30 por litro para as distribuidoras e o valor passou para R$ 3,48. No caso da gasolina, a última mudança foi em 21 de outubro do ano passado, quando houve redução de R$ 0,12 por litro.

A petroleira adotou, em maio passado, uma nova estratégia para os reajustes dos combustíveis, abandonando o PPI. Eventuais reajustes, de acordo com a companhia, obedecem a critérios técnicos e são de responsabilidade da diretoria.
Apesar da alta defasagem, a chance de um reajuste no momento é considerada nula por analistas de mercado diante da crise política e os embates sobre a saída de Jean Paul Prates do comando da companhia. Um aumento no preço dos combustíveis, neste momento, abriria margem para mais ataques contra Prates. As informações são do Correio Braziliense.

Preço médio da gasolina sobe no 1º trimestre em SC

O preço médio da gasolina em Santa Catarina subiu R$ 0,16 no primeiro trimestre de 2024. A diferença é apontada pelo levantamento semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As informações são da NSC.

Na primeira semana do ano, a gasolina comum era vendida ao preço médio de R$ 5,70 nos postos de combustíveis catarinenses. Depois de 13 semanas, no primeiro levantamento de abril, o valor médio do produto é de R$ 5,86. A variação representa um aumento de 2,8%. Nesse período, o principal momento em que houve reajuste foi a primeira semana de fevereiro. Naquela ocasião, uma mudança no cálculo do ICMS elevou o preço da gasolina em praticamente todo o país. Em vez de percentuais variáveis entre os Estados cobrados sobre o valor, o ICMS passou a ser cobrado com base em um valor fixo por litro — no caso da gasolina comum, R$ 1,37 por litro.

Em Santa Catarina, a mudança fez o preço médio da gasolina na ocasião passar de R$ 5,65 para R$ 5,90, o maior salto no preço registrado este ano. Nas últimas semanas, o preço permaneceu o mesmo por quatro semanas e caiu apenas um centavo nos outros quatro levantamentos. O presidente do Sindicato do Comércio de Varejista de Derivados do Petróleo de Blumenau e Região (Sinpeb), Júlio César Zimmermann, afirmou que o preço internacional do petróleo, inflacionado por fatores como a guerra entre Rússia e Ucrânia, e o aumento do preço do etanol são fatores que ajudam a explicar a elevação no preço da gasolina ao longo deste ano. No Brasil, a gasolina comum vendida nos postos tem 27,5% de etanol na mistura.

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