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COTIDIANO

Deputados agendam audiência para cobrar repasse de recursos do Plano 1000

Os deputados querem que o governo do Estado estabeleça um cronograma para deliberar a transferência desses repasses para as obras que já foram iniciadas e que não podem ser paralisadas

17/05/2023 08h24 | Atualizada em 18/05/2023 08h20 | Por: Redação Folha Regional

A Comissão de Assuntos Municipais do Parlamento catarinense deliberou a realização de uma audiência pública agendada para o dia 30 de maio, às 11h, no Plenário da Casa, na Capital para tratar do repasse de recursos contratados pelo Plano 1000, por meio de transferências especiais (Pix), e dos convênios firmados na gestão anterior do governo de SC.

O presidente do colegiado, deputado Tiago Zilli (MDB), proponente da audiência pública, afirmou que o que se pretende é que o governo do Estado estabeleça um cronograma para deliberar a transferência desses repasses para as obras que já foram iniciadas e que não podem ser paralisadas.

“Não queremos ilegalidade. Queremos que o Executivo se posicione e se comprometa com os catarinenses para minimizar a atual insegurança jurídica e a angústia dos gestores municipais”, argumentou, destacando que a Comissão de Assuntos Municipais da Alesc conta com o apoio da Fecam e das associações municipais.

Planilha com definições

Membro da Comissão, o deputado Ivan Naatz (PL), concorda com a audiência pública, mas antecipou em primeira mão que o atual governo vai apresentar até o final de maio uma planilha com as definições das obras que serão mantidas e suspensas.

Naatz contestou que o Plano 1000 não apresentou transparência nas transferências dos recursos destinados aos municípios. “O governo anterior se comprometeu muito além de sua capacidade de investimentos”, avaliou, acrescentando que o Plano 1000 não tem legitimidade visto que o Ministério Público determinou a sua suspensão.

O vice-presidente da Comissão, deputado Napoleão Bernardes (PSD), defende que as obras que estão em andamento devem ter continuidade. “Santa Catarina não pode correr o risco de se transformar no maior canteiro de obras paradas do país”. De acordo com o parlamentar, dos R$ 2 bilhões contratados via Pix, 60% já foram desembolsados para os municípios. “De convênios, dos R$ 5 bilhões de recursos contratados, R$ 3 bilhões foram liberados”.  Ele também demonstrou preocupação com o tema e acrescentou que a Comissão deve ser a guardiã dessa causa. “Queremos uma definição de um cronograma”, afirmou.     

Suspensão do Plano 1000

O governo do Estado, por intermédio da Controladoria-Geral do Estado (CGE), deflagrou uma auditoria para verificar a regularidade de obras realizadas com recursos estaduais transferidos aos municípios por meio do Plano 1000.
A iniciativa prevê uma transferência especial do Estado para os municípios. Após as eleições, o Ministério Público de Santa Catarina emitiu recomendação pelo fim do sistema de transferências, considerado inconstitucional.

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