Medida do governo federal foi comunicada nesta semana aos secretários de Educação do país
Divulgação/Folha Regional Os deputados foram novamente à tribuna da Assembleia Legislativa durante a sessão plenária da manhã desta quinta-feira, dia 13, para criticar a decisão do governo federal de encerrar o programa de escolas cívico-militares. A medida foi comunicada nesta semana, por meio de ofício, aos secretários de Educação de todo o país.
O tema foi levado à tribuna pelo deputado Maurício Peixer (PL), que destacou o modelo para o aprimoramento da qualidade do ensino e a transmissão de princípios como disciplina, patriotismo e civismo aos estudantes.
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O parlamentar também procurou desvincular o programa do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos militares que, de acordo com ele, participam apenas como monitores, com as questões didático-pedagógicas permanecendo sob o controle dos professores da rede pública de ensino. “Infelizmente este governo federal está desconstruindo o que é bom na educação e mexendo no que é o maior patrimônio de cada um de nós, que são os nossos filhos”, declarou.
Em aparte, Emerson Stein (MDB) citou manifestação da Secretaria de Educação de Itapema, sobre as melhorias obtidas na aprendizagem e disciplina dos alunos das duas escolas do município onde o modelo foi aplicado. Ele qualificou a decisão do governo federal como um “equívoco” e disse que apoiará o governador Jorginho Mello sobre dar continuidade ao programa em Santa Catarina.
Antídio Lunelli (MDB), por sua vez, qualificou o ato do governo federal como “autoritarismo” contra quem pensa diferente do atual presidente e “desrespeito” contra professores, alunos e militares. “Eleito com a promessa de unificar o país, com esse tipo de decisão Lula, na verdade, prova que o projeto deste governo é agradar somente aos que pensam como ele.”