Antes de ser transferido para Criciúma, vice-prefeito de Tubarão teve de ser internado devido a uma intoxicação medicamentosa
Divulgação/Folha Regional A desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer, relatora da Operação Mensageiro no TJSC, está questionando a Penitenciária de Itajaí sobre como Caio Tokarski, vice-prefeito de Tubarão, estaria em posse dentro da cela de ao menos 68 comprimidos.
O vice-prefeito, preso desde o dia 14 de fevereiro pela Operação Mensageiro, foi internado no Hospital Municipal Ruth Cardoso, na cidade de Balneário Camboriú, devido a uma intoxicação medicamentosa. Caio já recebeu alta e foi transferido para a unidade prisional de Criciúma.
O questionamento da desembargadora decorre da alegação do próprio vice-prefeito, para os policiais penais, quanto à “suposta ingestão de tamanha quantidade de medicação”. A Penitenciária de Itajaí tem cinco dias para apresentar as justificativas.
A desembargadora também questiona o Hospital Municipal Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú, para que no prazo improrrogável de 24 horas forneça prontuário médico completo de Caio, com resultado e programação de todos os exames. A relatora cobra também explicações sobre o motivo de o exame de sangue do preso preventivo, realizado na quarta-feira, dia 17, não ter sido levado para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATOX) no dia seguinte.
No mesmo despacho, a desembargadora cobra providências à Polícia Civil de Balneário Camboriú quanto à possível prática dos crimes de desobediência e desacato contra os policiais penais que faziam a escolta.